Nesta reta final da campanha eleitoral no Rio Grande do Norte, parecem cada vez mais claras as estratégias adotadas pelos principais candidatos ao Governo do Estado. Os movimentos envolvem tanto o papel dos candidatos a governador, quanto os seus vices, visando uma distribuição territorial das agendas.
Allyson Bezerra concentrou boa parte de seus esforços em Natal e na região metropolitana. A estratégia parece clara: ampliar sua votação na Grande Natal, região que pode representar um dos principais desafios de sua candidatura. Em Mossoró, o prefeito Marcos Medeiros assumiu protagonismo na mobilização dos apoiadores e aliados do grupo.
Álvaro Dias adotou uma estratégia diferente e dividiu territorialmente as tarefas com seu vice, Babá Pereira. Álvaro concentra esforços principalmente em Natal, onde governou por dois mandatos e possui maior histórico político. Babá, por sua vez, intensificou as agendas pelo interior do Estado, aproveitando sua proximidade com prefeitos e lideranças municipais.
Enquanto Allyson e Álvaro dedicam atenção especial ao eleitorado da capital e da Grande Natal, Cadu Xavier busca pulverizar sua presença pelas diferentes regiões do Estado. À sua vice, Larissa Rosado, coube uma atenção especial a Mossoró, sua principal base política, numa estratégia que também busca disputar votos com Allyson na capital do Oeste.
Babá Pereira e Larissa Rosado, portanto, passaram a exercer funções territoriais bastante claras dentro de suas respectivas campanhas, complementando as agendas dos candidatos a governador e ampliando a presença das chapas no interior.
Já Hermano Morais, vice de Allyson, aparece nesta etapa da campanha com uma atuação territorial menos evidente. Embora participe da campanha e tenha sido apresentado por Allyson como alguém que terá espaço político em uma eventual gestão, sua função específica na estratégia desta reta final não está tão clara quanto aquela desempenhada pelos vices das outras duas principais chapas.
É razoável imaginar que as campanhas estejam acompanhando pesquisas e levantamentos próprios, identificando regiões onde precisam crescer e direcionando esforços para superar suas fragilidades.
A distribuição das agendas parece refletir justamente essa lógica.
Cada candidatura busca fazer seu arremate final, fortalecendo suas bases, avançando sobre territórios onde encontra maior dificuldade e tentando conquistar a parcela do eleitorado que chega aos últimos dias de campanha ainda sem uma escolha consolidada.




