Com a campanha política já nas ruas, o que nem todo mundo percebe é a disputa interna que acontece dentro das nominatas. Até abril passado, a luta era pela formação dos times, numa verdadeira caça às filiações. Encerrado o prazo e definidas as nominatas, a disputa passou a ser entre os próprios integrantes de cada grupo.
No sistema proporcional de votação, cada nominata elege seus candidatos mais votados de acordo com o número de vagas conquistadas nas urnas.
Na federação PT/PV/PCdoB, a disputa é intensa. Na nominata federal, o PT corre o risco de perder a hegemonia. Em 2022, o partido elegeu dois deputados federais, mas, neste ano, as projeções indicam a possibilidade de o PT ficar com apenas uma vaga e o PV conquistar duas. Natália deverá ser o nome do PT, enquanto Dr. Bernardo e Thabatta Pimenta aparecem bem posicionados nas pesquisas na disputa pelas outras duas vagas.
Enquanto isso, outros dois candidatos petistas, Fernando Mineiro e Odon Júnior, correm por fora tentando reverter a tendência apontada pelas pesquisas.
Na nominata estadual, a federação também caminha para uma disputa apertada. Em 2022, foram seis eleitos: o PT ficou com três vagas e o PV com as outras três. Neste ano, a projeção é de que a federação repita o número de eleitos, mas há cenários que indicam uma mudança importante na distribuição das cadeiras entre os partidos.
Atualmente, pesquisas e projeções apontam maior possibilidade de o PV terminar a eleição com quatro eleitos, enquanto o PT ficaria com apenas duas vagas. Nesse cenário, pelo PV seriam eleitos Eudiane Macêdo, Ivanilson Oliveira, Kaline de Dr. Bernardo e Ubaldo Fernandes. Pelo PT, as vagas ficariam com Francisco do PT e Isolda Dantas. Nessa projeção, quem perderia o mandato seria a deputada Divaneide Basílio.
Embora estejamos tratando apenas de projeções baseadas no atual cenário das pesquisas, internamente esses números provocam um clima de disputa cada vez mais acirrado. O PT tenta reverter a tendência de perda de representação para o PV. Embora as duas siglas integrem a mesma federação, o jogo nos bastidores é mais bruto do que se imagina.
O maior desafio do PT é evitar que o cenário mais negativo projetado até agora se concretize e o partido saia menor das urnas. A legenda, que em 2022 elegeu a governadora no primeiro turno, dois deputados federais e três estaduais, poderá sofrer uma redução significativa de sua representação caso as projeções mais pessimistas se confirmem.





