Nominatas do PL: Nina oscila, Deyvison cresce. Para estadual tem candidato grande que vai ficar de fora

Dentro das nominatas federal e estadual do Partido Liberal no Rio Grande do Norte há uma certa euforia por conta do reconhecimento de que as duas chapas estão entre as mais fortes quando comparadas às dos demais partidos.

Mas, se há euforia com a força das nominatas, também existe muita disputa interna pelas vagas que serão conquistadas. Há muitos candidatos competitivos, tanto para deputado estadual quanto para federal, e isso faz com que a temperatura da disputa interna fique ainda mais elevada.

Para deputado federal, o PL trabalha com o cálculo de três vagas. No entanto, existem seis nomes em disputa direta por essas cadeiras. Nina Souza, Cabo Deyvison, General Girão, Sargento Gonçalves, Carla Dickson e Juninho Saia Rodada aparecem entre os mais competitivos.

O grande dilema dessa lista é que as pesquisas ainda não conseguem apontar, com algum grau de segurança, quem seriam os três eleitos dentro do grupo. Durante algum tempo, projetou-se que Nina teria uma vaga praticamente certa e poderia ser a mais votada da nominata, mas as pesquisas mais recentes indicam que essa certeza já não existe.

O vai e vem dos candidatos nas citações das sondagens mostra que, dentro do grupo dos seis nomes mais fortes, todos possuem chances consideráveis. Cabo Deyvison, Sargento Gonçalves e General Girão estão em uma disputa direta, sustentando uma bandeira semelhante, ligada à segurança pública, e disputando a atenção de um mesmo segmento do eleitorado.

O que mais chama a atenção na chapa federal é a oscilação de Nina nas diferentes pesquisas, chegando a perder a liderança em algumas delas. Juninho Saia Rodada, por sua vez, vem se fortalecendo com novos apoios e também pode surpreender.

Na chapa para deputado estadual, o clima de acirramento é semelhante ao da disputa federal: muita gente competitiva para um número limitado de vagas. O partido trabalha com a projeção de conquistar sete cadeiras e sonha com uma oitava. Neste momento, porém, a conta de sete é considerada a mais provável dentro dessas projeções.

A maioria das pesquisas aponta cinco nomes entre os mais citados: Tomba Farias, Dr. Kerginaldo, Gustavo Carvalho, Adjuto Dias e Coronel Azevedo. Restariam, nesse cenário, duas vagas disputadas por outros seis nomes considerados competitivos: Jorge do Rosário, Getúlio Rêgo, Terezinha Maia, Camila Araújo, Anne Lagartixa e Luiz Eduardo.

A conta que se faz nos bastidores é que poderá haver candidato com cerca de 40 mil votos nessa nominata que, ainda assim, não conseguirá se eleger. Por isso mesmo, o jogo é bruto. A disputa interna é intensa, praticamente de cada um contra todos. E já existem registros de queixas à direção do partido envolvendo concorrentes que estariam ultrapassando as regras mínimas de convivência partidária.

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