Novos números deste domingo da pesquisa do Instituto Média reacende disputa no RN

O Instituto Média Inteligência de Pesquisas divulgou neste domingo o resultado de uma pesquisa eleitoral no RN. Foram ouvidos 2.000 eleitores no período de 23 a 26 de março. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. A pesquisa está registrada sob o número RN-07240/2026.

Para o Governo do Estado, a pesquisa apresentou o seguinte resultado:
Álvaro Dias – 30,8% (tinha 25,7% em dezembro)
Allyson Bezerra – 27,2% (tinha 31,8%)
Cadu Xavier – 10,8% (tinha 9,0%)
Robério Paulino – 2,1%
Nenhum, branco ou nulo – 6,3%
Não sabe – 22,8%

Este é o segundo levantamento recente que mostra Álvaro à frente de Allyson. Antes, o Instituto Consult já havia apontado cenário semelhante, com Álvaro registrando 31,18% contra 29,24% de Allyson.
É verdade que, após a Consult, a pesquisa Seta indicou Allyson com vantagem de quinze pontos sobre Álvaro. Agora, no Instituto Média — a terceira pesquisa na sequência — Álvaro volta a aparecer à frente do pré-candidato do União Brasil.

É fundamental observar o volume de indecisos e daqueles que não optam por nenhum nome, que somam quase 29%. Ainda há um contingente expressivo de eleitores que não sabe em quem votar e que pode redefinir o cenário, considerando o longo período até a eleição.

Também chama atenção o fato de que, em duas pesquisas recentes, Álvaro Dias surge mais competitivo do que anteriormente aparecia o senador Rogério Marinho. Quando se imaginava que Álvaro seria um nome mais fraco, os levantamentos começam a indicar o contrário.

Outro ponto relevante é que, tanto na Consult quanto no Instituto Média, o ex-prefeito Allyson Bezerra apresenta queda acima da margem de erro. Isso pode estar relacionado à operação da Polícia Federal, que realizou busca e apreensão em sua residência, mas também não se pode descartar o impacto da entrada de Flávio Bolsonaro no cenário da direita.

Tudo isso ficará mais claro com a sequência de pesquisas, permitindo uma leitura mais consistente mês a mês. Por enquanto, os números indicam tendências, mas ainda exigem acompanhamento e análise mais aprofundada.

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