FALTAM 30 DIAS: O que você ainda precisa saber para entender os rumos que tomaram a eleição para o mandato-tampão

Existem algumas considerações que precisam ser feitas a respeito da eleição indireta que acontecerá no próximo mês de abril, no Rio Grande do Norte, para a escolha de um governador ou governadora que cumprirá um mandato-tampão de oito meses. São fatores importantes que têm peso na balança.

  1. A chamada “Terceira Via”, formada por União Brasil, PP, MDB, PSD e Solidariedade, não irá apresentar candidato próprio para essa eleição extraordinária. A decisão já foi tomada; o martelo está batido.
  2. O Partido Liberal também não apontará candidato próprio. Rogério Marinho está convicto de que não é uma boa estratégia eleitoral colocar suas digitais no Governo neste momento. A decisão também já foi tomada.
  3. O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, tem conversado bastante com a governadora Fátima Bezerra. O momento entre eles é harmonioso. Em tempo: Ezequiel mantém incólume sua influência na estrutura do Governo, preservando todos os seus espaços.
  4. Kléber Rodrigues, Neílton Diógenes, Nélter Queiroz, Galeno Torquato, Hermano Morais e Ivanilson Oliveira, que até recentemente integravam a base de apoio do Governo, não tiveram até agora nenhuma exoneração de indicados na estrutura do Estado. Todos permanecem.
  5. Nas conversas que manteve até agora, a governadora Fátima Bezerra foi aconselhada a não impor o nome de Cadu Xavier, em razão de sua pré-candidatura ao Governo. No entanto, Fátima deixou claro que não abre mão de indicar alguém que tenha compromisso político e administrativo com ela e com sua gestão. A chance de escolher um nome apenas técnico é praticamente nula.
  6. Dentro da Federação Progressista (PP e União Brasil), a chance é zero de apoiar um nome indicado pelo Partido Liberal.
  7. Fátima Bezerra tem hoje confiança de que conseguirá eleger seu sucessor para o mandato-tampão. Nos bastidores da Governadoria, praticamente não se fala mais na possibilidade de ela não renunciar ao cargo.

Essas informações formam um arco de acontecimentos que está ditando os rumos das articulações para a eleição do mandato-tampão.

O ponto mais relevante é que, dos três palanques hoje formados no Rio Grande do Norte, dois já decidiram que não indicarão candidatos próprios. Parece ser, neste momento, a informação mais importante entre todas as que circulam nos bastidores.

O que esses dois grupos pretendem com a eleição indireta é estabelecer algumas condições para apoiar um nome e evitar que o processo cause algum tipo de dano às eleições de outubro.

Concordo com os que avaliam que o deputado Ezequiel Ferreira é a peça-chave dessa eleição indireta. E o movimento que se observa é de uma aproximação cada vez maior entre ele e Fátima Bezerra para resolver esse tema — repito, este tema específico. O eventual acordo entre ambos tende a ser restrito ao mandato-tampão.

Por tudo isso, o processo caminha com força para que o PT consiga emplacar o sucessor de Fátima para o restante do mandato. A renúncia da governadora dentro de cerca de 30 dias e sua candidatura ao Senado devem, ao que tudo indica, se confirmar.

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