A governadora Fátima Bezerra reuniu-se ontem à tarde com toda a sua base política para prestar contas do projeto eleitoral de 2026 e deixar os aliados informados sobre os próximos passos.
Diante de representantes do próprio PT, além de PV, PCdoB, PDT, PSB, Rede e Cidadania, confirmou que, no dia 4 de abril, entregará à Assembleia Legislativa sua carta de renúncia, afastando-se do cargo para disputar uma vaga no Senado.
Fátima também comunicou que está pessoalmente empenhada em articular a eleição de um governador ou governadora para o mandato-tampão, deixando claro que não abre mão de que o escolhido esteja comprometido com o projeto administrativo e político aprovado pelo povo potiguar nas urnas.
Todas essas informações foram amplamente divulgadas pela imprensa, com base nos relatos dos presentes. No entanto, os bastidores revelam que houve mais coisas além do que foi divulgado.
A governadora estava vendendo otimismo em relação à eleição do mandato-tampão. Pessoas próximas afirmam que esse sentimento decorre do avanço nas articulações para formar maioria na votação indireta. Segundo essas fontes, o cenário atual já não é o mesmo de quinze dias atrás. Houve avanço.
As negociações avançaram e a meta dos 13 votos necessários estaria bem mais próxima. O que circula nos bastidores é que Fátima já teria percebido que nos dois palanques de oposição, há mais interesse em impedir que um destes palanques alcance o governo, do que em evitar que o PT conclua o mandato.
Um indicativo desse avanço foi a postura adotada por Fátima durante toda a reunião. Ao responder às perguntas dos aliados, em nenhum momento mencionou a possibilidade de não renunciar. Ao contrário, reforçou a candidatura ao Senado e a convicção de que o PT não entregará a condução do governo aos opositores.
Nos bastidores, a governadora já teria compreendido o perfil desejado pelos deputados que tendem a votar com o governo. Trabalha com alguns nomes, mas mantém discrição absoluta para não comprometer as negociações em curso.





