O pré-candidato a deputado federal Kelps Lima (União Brasil) prometeu tirar o pé do acelerador em relação às críticas direcionadas aos deputados federais de sua própria nominata.
O principal alvo das críticas, o deputado Robinson Faria, apresentou à cúpula do partido sua insatisfação com os ataques. Depois de idas e vindas, a crise parece ter sido sanada.
A paz, no entanto, teve um preço. Vamos explicar.
Os 16 vereadores da base governista na Câmara Municipal de Mossoró foram divididos em quatro grupos de quatro, cada um responsável por apoiar um nome da nominata.
Os quatro vereadores que apoiam Kelps Lima são Petras Vinícius, Lucas das Malhas, João Marcelo e Mazinho do Saci.
Já os apoiadores de Robinson Faria eram Kayo Freire, Raério Cabeção, Tony Cabelos e havia expectativa que o quarto apoio seria Vavá Martins ou Ricardo de Dodoca.
Só que houve uma mudança. Vavá Martins deixou de ser contabilizado para apoiar Robinson e confirmou adesão à pré-candidatura de Kelps Lima. O prêmio de Kelps, após o tumulto causado, foi terminar com o maior número de vereadores em Mossoró.
Por sua vez, Robinson, justamente o mais atingido pelos ataques, acabou ficando com a menor fatia.
O desequilíbrio no jogo tem o dedo de Allyson. Os vereadores da base não escondem que estão apoiando os nomes indicados pelo prefeito. E se Kelps é quem tem mais e Robinson quem tem menos, isso não ocorreu sem a bênção de Allyson.
Neste caso, quem bateu foi recompensado e quem apanhou pagou o preço.





