Ontem publiquei aqui no blog uma declaração do senador Rogério Marinho afirmando que, nas pesquisas às quais tinha acesso, entre 60% e 65% dos eleitores que dizem votar em Luiz Inácio Lula da Silva também votariam em Allyson Bezerra para o Governo do Estado.
Segundo Rogério, esse cenário explicaria por que, à medida que Cadu Xavier crescesse nas pesquisas e consolidasse o voto lulista, quem perderia espaço seria Allyson Bezerra. A conclusão do senador era de que o segundo turno acabaria sendo disputado entre Álvaro Dias e Cadu Xavier.
Diante da afirmação, tive o cuidado de conferir os dados divulgados pela pesquisa Metadata, apresentada ontem pela FM 98, para verificar se essa leitura realmente se sustenta.
Segundo o levantamento, Lula aparece com 49,1% das intenções de voto no Rio Grande do Norte, enquanto Flávio Bolsonaro tem 25,4%.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 36,6% afirmam votar em Allyson. Já entre os eleitores de Lula, 38,9% também dizem votar no ex-prefeito de Mossoró. Ou seja, Allyson recebe praticamente a mesma proporção de votos vindos tanto do eleitorado lulista quanto do bolsonarista.
Já Álvaro Dias apresenta um cenário diferente: 42,2% dos eleitores de Flávio Bolsonaro afirmam votar nele, enquanto apenas 13,8% dos eleitores de Lula fazem a mesma escolha.
Cadu Xavier, por sua vez, registra 1,6% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro e 12,5% entre os eleitores de Lula.
Os números revelam um dado interessante: a cada 100 eleitores de Lula no RN, 39 votam em Allyson, 14 em Álvaro e 12 em Cadu. Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 42 votam em Álvaro, 37 em Allyson e apenas 2 em Cadu.
A principal conclusão é que, caso Cadu Xavier consiga crescer de forma consistente dentro do eleitorado lulista, ele tende a retirar votos principalmente de Allyson Bezerra, hoje o candidato que mais concentra apoio entre os eleitores de Lula. Portanto, Rogério tem razão no argumento apresentado no início desse texto.





