O surgimento do nome do empresário Flávio Rocha para disputar o Senado em outubro pela legenda do PL bagunçou de vez a arrumação que o partido vinha fazendo para anunciar a chapa completa no evento agendado para o dia 21 de março, em Natal.
A situação se complicou porque a citação sobre Flávio deixou de ser mera especulação e ganhou força com as declarações do próprio empresário demonstrando interesse no arranjo. Em ligações telefônicas com jornalistas, Flávio afirmou que, se as circunstâncias se ajustarem, toparia disputar o Senado.
A fala de Flávio colocou pressão sobre duas pessoas. Primeiro, sobre Rogério Marinho, que tem o controle do partido e conduz as decisões. Segundo, sobre o Coronel Hélio, que postula a vaga e já recebeu sinal verde do PL, mas que agora passa a sofrer pressão interna para ceder espaço ao empresário.
O nome de Flávio é considerado atrativo por uma parcela significativa do Partido Liberal no Rio Grande do Norte, pois emprestaria maior envergadura à chapa majoritária. Enquanto muitos são pessimistas quanto às chances de Coronel Hélio conquistar uma vaga, existe maior otimismo se o candidato for o dono do grupo Riachuelo.
Por outro lado, há também quem demonstre solidariedade a Hélio, que vem construindo sua pré-candidatura há mais de um ano, percorrendo o Estado, articulando com grupos políticos e, de repente, pode acabar preterido por alguém que chega de última hora ao processo.
Aos que procuraram Rogério Marinho pedindo uma solução para o impasse, o senador respondeu que tem compromisso com o Coronel Hélio e que só mudaria esse acordo se o próprio coronel desistisse da postulação.
Há ainda quem desconfie que o próprio Rogério possa ter algum desconforto com a eventual chegada de Flávio Rocha. Principalmente porque, se eleito, Flávio teria grande projeção política e forte representatividade no setor empresarial, podendo inclusive superar a influência do próprio senador.
Outro elemento que entra na equação é a possível movimentação de Álvaro Dias e Paulinho Freire em favor do nome de Flávio. Líderes empresariais próximos ao empresário também estariam atuando para viabilizar essa alternativa.
Seja qual for a decisão do partido, ela precisará ser tomada rapidamente. O anúncio da chapa oficial está marcado para o dia 21 de março, em Natal, e até lá o PL terá de definir se o segundo nome ao Senado será Coronel Hélio ou Flávio Rocha.





