O senador Rogério Marinho agendou para o dia 22 de janeiro, à beira-mar, em Natal, um evento político de grande magnitude. A expectativa é reunir cerca de 70 prefeitos, mais de uma centena de vereadores, além das principais lideranças que integram o projeto do Partido Liberal.
Quando o encontro foi idealizado, há cerca de dois meses, a proposta inicial era realizar o lançamento oficial da pré-candidatura de Rogério ao Governo do Estado. Esse, no entanto, não será o foco central do evento, embora também não haja a intenção de impedir que ele seja interpretado como um lançamento de candidatura. O objetivo principal é demonstrar força política e liderança, além de assegurar a Rogério o controle do processo.
Conforme já analisei aqui no blog, Rogério não deve ser candidato ao Governo em 2026. A tendência é que ele atue como coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Diante disso, surge a pergunta inevitável: se a desistência é provável, por que realizar um evento de grande porte que muitos interpretarão como o lançamento oficial de uma candidatura?
O evento está mantido porque Rogério teme que um anúncio posterior de desistência seja interpretado como recuo por medo de uma eventual derrota. Ele busca manter o controle das peças no tabuleiro, preservar o poder decisório junto às forças de direita no Rio Grande do Norte e, para isso, precisa manter o território politicamente demarcado.
A intenção do senador é construir a imagem de uma candidatura sólida e competitiva, de modo que uma eventual desistência seja vista não como fragilidade, mas como um gesto de desprendimento político de quem estaria priorizando um projeto maior.





