Pré-campanha no RN: o que cada pré-candidato está fazendo e quem está levando vantagem

Com o processo eleitoral vivendo agora a fase mais intensa da pré-campanha, os três pré-candidatos ao Governo do RN estão basicamente fazendo a mesma coisa: andando o Estado.

Basta acompanhar as redes sociais deles para perceber as andanças pelas cidades, os contatos com apoiadores e as entrevistas, sempre seguidos de postagens com fotos. Álvaro prioriza os apoios dos prefeitos, Cadu visa criar identidade com o líder, Lula.

Só que há uma diferença entre eles. Enquanto Cadu Xavier e Álvaro Dias fazem uma agenda meramente de visitas, Allyson Bezerra faz as mesmas coisas, porém com uma visão e um contexto de marketing bem mais interessantes.

Allyson criou um projeto chamado “167 razões”, com o objetivo de registrar as visitas, uma a uma, aos 167 municípios do Estado, com a ideia de que cada cidade é uma razão. Cada visita gera conteúdo para suas redes sociais, onde ele destaca a cidade, suas belezas, sua tradição e suas necessidades.

Nas visitas, o ex-prefeito de Mossoró também se encontra com apoiadores e lideranças, mas busca, sobretudo, o contato com as pessoas da cidade, pessoas comuns, reconhecidas pela população local.

A estratégia eleitoral de Allyson tem mais potencial que a dos seus adversários. Enquanto Álvaro e Cadu cumprem uma agenda comum do dia a dia de pré-candidatos, priorizando o contato com lideranças locais, Allyson aposta na história da cidade, no sentimento dos moradores e na conexão que cada um possui com sua terra.

Falta a Cadu Xavier e a Álvaro Dias um motivo mais claro. O formato atual de suas agendas de visitas parece aleatório. Muitas vezes, entram e saem das cidades sem serem notados pela população — visitas que dificilmente serão lembradas.

Considero a estratégia de Allyson muito boa. Mostrar cada cidade nas suas redes, visitar todas, registrar cada uma, cria uma identidade bem mais forte do que a mera visita às lideranças.

Os vídeos de Allyson em cada cidade circulam com frequência nos celulares dos moradores, nos grupos de WhatsApp locais, sendo compartilhados pelo próprio povo.

A pré-campanha deveria servir exatamente para isso: plantar sementes de conexão com a população, ser visto, ser lembrado e abrir caminhos para entrar no coração do eleitor.

Ainda dá tempo de Álvaro Dias e Cadu Xavier pensarem em estratégias melhores para essa fase importante da pré-campanha. Não se trata apenas de produzir conteúdo para redes sociais, mas de construir associações e criar vínculos com a população.

Por enquanto, Allyson está ganhando com folga no uso de estratégias para a pré-campanha.

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