Presença de Flávio Bolsonaro na convenção do PL (26/07) gera dúvidas nos bastidores

O Partido Liberal do Rio Grande do Norte marcou para o dia 26 de julho, no Ginásio Nélio Dias, na Zona Norte de Natal, a convenção partidária da sigla. Na ocasião, deverão ser oficializadas as candidaturas ao Governo do Estado, ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.

A princípio, o anúncio da convenção trouxe a informação de que Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, estará presente no evento.

A questão que já ouvi de algumas pessoas é o quanto a presença de Flávio é bem-vista. É improvável que o senador Rogério Marinho aceite qualquer tipo de veto ao filho do ex-presidente no Rio Grande do Norte. Como coordenador-geral da campanha presidencial, dificilmente aceitaria sequer que essa hipótese fosse cogitada.

Há, porém, controvérsias internas. A primeira delas é se o senador Styvenson Valentim estará presente à convenção do partido aliado, depois de ele próprio declarar que está repensando seu apoio a Flávio. Subir ao palanque ao lado do pré-candidato do PL significará, na prática, que Styvenson mantém esse apoio.

No núcleo político de Álvaro Dias também existem dúvidas sobre o quanto é interessante vincular a campanha ao Governo do Estado à disputa presidencial, principalmente diante dos efeitos negativos do Caso Master e do desgaste provocado pelo embate com Michelle Bolsonaro. Ainda mais se Flávio continuar registrando intenções de voto no Rio Grande do Norte abaixo de um terço do eleitorado.

Outro aspecto lembrado por aliados foi a passagem de Flávio por Natal, em 21 de março, durante o ato de filiação de Álvaro ao PL e o lançamento de sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Na ocasião, pessoas próximas ao ex-prefeito reclamaram que todo o protagonismo ficou com Flávio, deixando Álvaro em segundo plano.

De qualquer forma, pelo que apurei, não há qualquer possibilidade de veto à presença de Flávio Bolsonaro na convenção do PL do Rio Grande do Norte, marcada para 26 de julho. Ainda assim, internamente, o tema está longe de ser considerado pacificado. A dúvida não é sobre sua participação, mas sobre o tamanho do bônus — e do ônus — que ela poderá representar para a campanha.

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