Quem está responsável pela formação da nominata de deputado federal da federação União Progressista? Essa é uma pergunta relevante, já que a lista ainda está incompleta e, ao que tudo indica, não há uma liderança clara encarregada de conduzir seu fechamento.
O sinal de alerta foi dado pelo pré-candidato Kelps Lima, que afirmou não querer se envolver, neste ano, com a montagem da nominata, concentrando-se exclusivamente em sua própria pré-candidatura. Ele reconhece que há problemas na composição da lista, mas não demonstra disposição para enfrentá-los.
Atualmente, há apenas seis nomes oficialmente colocados: João Maia, Robinson Faria, Benes Leocádio, Matheus Faustino, Kelps Lima e Leila Maia. Ainda faltam três nomes para completar a nominata, sendo que ao menos dois devem ser mulheres. E nos nomes existentes, Faustino já declarou que não vota em Allyson Bezerra.
Segundo apuração, Robinson Faria e Benes Leocádio não se consideram responsáveis pela formação da nominata e não têm atuado diretamente nessa articulação. Ambos priorizam suas campanhas e aguardam que o pré-candidato ao governo, Allyson Bezerra, assuma a condução do processo.
Em tese, a missão poderia recair sobre João Maia, reconhecido com bom articulador. No entanto, a informação obtida é de que ele entende que a responsabilidade deve ser compartilhada e não pretende assumir essa tarefa isoladamente, enquanto os demais focam apenas em suas pré-campanhas.
Outro ponto observado é a baixa expectativa do grupo em relação à capacidade do ex-senador José Agripino Maia de resolver a situação. Até o momento, nenhum nome foi incorporado à nominata por sua articulação. O único nome feminino da lista, Leila Maia, foi viabilizado por Kelps Lima. E a confirmação de Matheus Faustino foi mais um ato de força do partido do que de articulação.
Passado quase um mês desde o fim da janela partidária, Progressistas e União Brasil ainda precisam preencher as três vagas restantes, necessariamente com nomes de seus próprios quadros.
Não há dúvida de que os nomes acabarão surgindo. A incerteza, no entanto, reside na capacidade eleitoral desses possíveis candidatos. Nessa estratégia há uma verdade que incomoda: “nominata sem rabo, a cabeça paga”.





