Cenas como a que ocorreu na convenção do PSD, em que o candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, entrou no ginásio carregado nos ombros de um apoiador e, logo atrás, também em clima de triunfo, vinha a candidata a deputada estadual Cínthia Pinheiro, estão provocando desgaste interno na chapa de candidatos a deputado estadual.
A nominata conta com 21 candidatos, mas o destaque dado a Cínthia nas movimentações das quais Allyson participa tem sido interpretado como um desequilíbrio na disputa interna.
O protagonismo de Cínthia vem provocando dois tipos de reação. A primeira é a dos candidatos que se sentem desprestigiados e avaliam que seus apoios parecem não ter a mesma importância. A segunda é a daqueles que começam a considerar mais vantajoso direcionar seus esforços para outros projetos políticos.
A situação vem ganhando força dentro da aliança a ponto de candidatos de peso, que receberam de Allyson o compromisso de serem apoiados em Mossoró, passarem a considerar que esse compromisso pode não estar sendo cumprido na prática.
Segundo apurei com pessoas que acompanham de perto o cenário, lideranças de Mossoró têm procurado esses candidatos para informar que, nas estruturas políticas ligadas a Allyson em Mossoró, as portas estariam fechadas para aliados de fora da cidade, já que todo o foco estaria concentrado na candidatura de Cínthia.
O episódio registrado durante a convenção, em que Allyson tratou Cínthia como candidata prioritária, em um evento que reuniu os 21 candidatos à Assembleia Legislativa, ampliou o clima de insatisfação entre os integrantes da chapa.
Embora, neste primeiro momento, a prioridade dada por Allyson à candidatura da esposa ainda não seja suficiente para provocar rompimentos ou estimular ameaças de “cruzar os braços”, o ambiente interno está longe de ser tranquilo. Os desdobramentos mais sérios dependerão dos rumos que a campanha adotará em relação à disputa proporcional, hoje vista por muitos como um problema que está sendo gerado de dentro para fora.





