PT desacelera articulações e espera cenário amadurecer para definir o vice de Cadu

O Partido dos Trabalhadores não demonstra preocupação com a leitura, feita por alguns analistas, de que a demora na escolha do vice de Cadu Xavier indicaria falta de opções. Para setores da opinião pública, esse vácuo poderia sugerir um isolamento da esquerda.

Segundo Samanda Alves, presidente estadual do PT, não há pressa para essa definição, que deve ocorrer apenas em maio. A avaliação é de que o fechamento da chapa tem um tempo adequado e deve acontecer próximo às convenções de julho.

Nos bastidores, porém, a percepção é um pouco diferente. Fontes do partido indicam que a demora também reflete a escassez de nomes viáveis neste momento, embora isso não coloque o PT em uma situação de urgência.

Há, inclusive, quem defenda internamente que o tempo pode favorecer uma solução mais consistente. A expectativa é que, até o fim de maio, o nome de Cadu Xavier ganhe força nas pesquisas, tornando o projeto mais competitivo e atraindo melhores opções para vice.

Entre as chapas em construção, a governista é a que ainda apresenta mais indefinições. Enquanto o PL já fechou sua composição, o União Brasil ainda discute o Senado, o PT mantém em aberto tanto a vice quanto uma vaga ao Senado.

No caso do Senado, a definição pode ocorrer antes. Há um acordo com o PDT para indicar o segundo nome, e o partido realiza uma pesquisa interna entre Jean Paul Prates e Rafael Motta. Como o levantamento já está em campo, a decisão deve sair nos próximos dias.

O ritmo mais cauteloso do PT neste momento contrasta com a aceleração observada anteriormente, quando havia a possibilidade de renúncia de Fátima Bezerra e a disputa por um mandato-tampão. Agora, sem essa pressão, o partido aposta no tempo como aliado estratégico.

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