PT e PL escolhem como estratégia para o Senado bloquear o segundo voto para Zenaide

Enquanto a aliança que apoia Zenaide Maia ao Senado define que não terá um segundo nome na chapa — sob o argumento de concentrar toda a energia na sua eleição —, os outros dois palanques adotam estratégia oposta.

No PT, a decisão é lançar Fátima Bezerra como primeiro nome ao Senado. O segundo nome da chapa terá como principal missão evitar que o eleitor que escolha Fátima no primeiro voto destine o segundo voto a Zenaide.

No PL, a lógica é semelhante. Styvenson Valentim será o cabeça de chapa, e o segundo nome já está definido: o bolsonarista Coronel Hélio. O objetivo de Hélio, além de consolidar o voto bolsonarista, é impedir que o eleitor de Styvenson direcione seu segundo voto para Zenaide.

Tanto no campo da direita quanto no da esquerda, a meta é a mesma: bloquear a transferência do segundo voto para a atual senadora.

Zenaide, por sua vez, segue caminho diferente. Sua estratégia é garantir o primeiro voto e deixar o segundo livre, permitindo que ele migre tanto para Styvenson quanto para Fátima.

A pergunta que surge é: que estratégia é essa? Enquanto os adversários fecham as portas para evitar a dispersão de votos, o palanque de Zenaide opta por deixá-las abertas.

Resta ainda definir o segundo nome da chapa petista ao Senado, que deverá funcionar como um “cadeado” para manter o voto dentro do grupo. Fala-se em Jean Paul Prates como favorito, mas o ex-senador quer na verdade ocupar a posição de primeiro suplente de Fátima.

Do lado liberal, com Styvenson e Hélio já definidos, o time está montado. Zenaide tende a ficar sem uma dobradinha no centro. Assim, as chapas ao Senado começam a ganhar contornos mais claros.

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