PT mantém renúncia de Fátima, mas prepara recuo estratégico se articulação falhar

As informações às quais tive acesso dentro do PT potiguar indicam que a oposição pode tirar o cavalinho da chuva se imagina que irá sentar na cadeira de governador para um mandato tampão. Essa possibilidade não existe.

O PT divulgou oficialmente que mantém a decisão de renúncia da governadora Fátima Bezerra para disputar o Senado e que está empenhado na construção de uma candidatura para o mandato tampão. Esse é o posicionamento formal do partido, reforçado por uma nota publicada de forma rápida, confirmando que a rota permanece a mesma.

No entanto, paralelamente ao discurso oficial, uma nova estratégia já está montada. O PT seguirá com a decisão da renúncia e apostará na articulação política para eleger um candidato ao mandato tampão. Porém, caso perceba, em algum momento, que não terá êxito nessa empreitada, está definido internamente que Fátima Bezerra recuará e cumprirá o mandato até o final.

No cálculo de prós e contras, o partido avalia que permitir a chegada da oposição ao poder, principalmente durante o processo eleitoral, dificultaria de maneira extrema a eleição de Fátima ao Senado, além de causar impactos negativos na chapa federal e na chapa estadual. Nesse cenário, o PT entraria na campanha acuado, passando a maior parte do tempo se defendendo de um grande volume de acusações.

Diante desse contexto, o partido seguirá articulando até a data-limite. O nome trabalhado para a eleição indireta continua sendo o de Cadu Xavier, embora isso ainda possa mudar conforme as negociações avancem. O que está decidido, sem margem para dúvidas, é que não haverá qualquer brecha para que a oposição chegue ao Governo do Estado. Nesse caso, Fátima fica.

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