O Partido Liberal também não vai indicar um nome próprio para disputar a eleição indireta do mandato-tampão no RN. A legenda até pénsou em alguns critérios para apoiar um candidato na disputa, mas já bateu o martelo: nenhum filiado será lançado.
A decisão é a mesma adotada pela Federação Progressista (PP/União Brasil), que também não fará indicação de um nome de seus quadros.
O tema foi discutido intensamente pelo PL na semana passada, em Brasília, e tanto Álvaro Dias quanto Rogério Marinho defendem que o partido não apresente candidatura própria.
O argumento de ambos é semelhante: não é estratégico colocar as digitais do partido nas dificuldades financeiras que o Estado deverá enfrentar nos próximos meses, sobretudo em relação ao pagamento dos servidores. Eles avaliam que a situação é grave e que o mandato-tampão será insuficiente para aplicar a “medicação amarga” necessária.
No grupo, prevalece o entendimento de que o desgaste do fim de governo deve permanecer com o PT, com a devida responsabilização até o encerramento do mandato.
Quanto ao apoio para um futuro candidato na eleição indireta, o PL pode optar por não apoiar nenhum nome ou negociar com o próprio governo um candidato considerado palatável, capaz de ao menos remodelar a administração.
Outra alternativa seria um entendimento com a Federação Progressista para a construção de um nome técnico de consenso, com o objetivo de amenizar o cenário financeiro que será herdado pelo próximo governador. Essa hipótese, porém, enfrenta resistências internas no PL, especialmente por contrariar a estratégia de não vincular o partido à crise fiscal iminente.
Álvaro e Rogério pretendem reunir a bancada estadual nos próximos dias para discutir as alternativas. Ainda assim, é certo que ambos defenderão que o PL não indique candidato.





