A federação União Brasil–PP enfrenta dificuldades para montar suas nominatas de deputado federal e estadual no Rio Grande do Norte. Vários nomes que antes figuravam como pré-candidatos deixaram o projeto e buscam abrigo em outras legendas. Hoje, as chapas contam basicamente com parlamentares de mandato e poucos nomes competitivos. Com o prazo de filiação se aproximando, cresce o risco de novas mudanças nas nominatas.
A possível candidatura do empresário Flávio Rocha ao Senado pelo PL criou um impasse interno no partido no Rio Grande do Norte. O nome dele passou a ser cogitado após declarações demonstrando interesse na disputa, o que pressionou tanto Rogério Marinho quanto o Coronel Hélio, que já havia recebido sinal verde para a vaga. Parte do partido vê em Flávio maior força eleitoral, enquanto outros defendem Hélio, que já vinha construindo sua candidatura. O PL precisa decidir rapidamente, já que a apresentação da chapa está marcada para 21 de março.
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Próximo de se filiar ao Republicanos, o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, já trabalha na formação da nominata de deputado estadual do partido. A expectativa é que a chapa tenha força para eleger entre sete e oito parlamentares. A estratégia envolve articulação com Rogério Marinho e Paulinho Freire. O objetivo é que PL e Republicanos somem até 14 deputados e garantam o controle da Assembleia.
O senador Styvenson Valentim condicionou seu apoio à chapa de Álvaro Dias ao direito exclusivo de escolher os dois suplentes de sua candidatura ao Senado. Tentativas do PL de indicar nomes foram rejeitadas, incluindo uma proposta envolvendo o coronel Hélio. O senador mantém sigilo sobre os escolhidos. A postura reforça a ideia de uma campanha mais independente dentro da aliança.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, anunciou para o dia 15 de março a entrega do Complexo Viário Abolição, via de 8 km que liga as BRs 110 e 304. A obra custou cerca de R$ 100 milhões, com recursos federais e contrapartida da Prefeitura. A inauguração coincide com a data de emancipação política da cidade. Após a entrega, Allyson deve apresentar sua renúncia para disputar o Governo do Estado.
A governadora Fátima Bezerra ainda não tem garantia dos 13 votos necessários para eleger o seu sucessor em uma eleição indireta. As negociações políticas seguem sem definição e há receio de acordos que possam ser desfeitos após a renúncia. Diante do risco de perder o governo para a oposição, cresce dentro do PT a avaliação de que Fátima pode não renunciar. Nesse cenário, o nome de Francisco do PT surge como alternativa para disputar o Senado.

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