Ezequiel Ferreira deve anunciar sua posição para 2026 durante a janela partidária. Sua decisão é estratégica e pode reorganizar os principais palanques do Estado. Os sinais indicam maior proximidade com a direita, mas há diálogos em outros campos. Além da eleição de outubro, pesa também a disputa indireta pelo mandato-tampão.
Mossoró pode ter apenas dois candidatos locais a deputado federal em 2026: Marleide Cunha e Ludimilla Carvalho. Em 2022, a cidade registrou 131.130 votos válidos, com forte presença de candidatos da terra. A expectativa de um nome ligado ao prefeito Allyson Bezerra não se confirmou. O cenário favorece o crescimento de candidatos externos na disputa.
As alianças de PT e PL estruturam suas chapas ao Senado com dois nomes para evitar que o segundo voto vá para Zenaide Maia. A estratégia é “trancar” o eleitor dentro da própria chapa. Zenaide, ao contrário, aposta em garantir o primeiro voto e liberar o segundo. Com as definições avançando, as chapas começam a tomar forma no RN.
A polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro volta a dominar o cenário nacional e eleva a temperatura política. No Rio Grande do Norte, pré-candidatos já indicam que o embate pode seguir a mesma lógica. Allyson Bezerra tenta construir um discurso de centro, focado em gestão e desenvolvimento. Resta saber se haverá espaço para esse posicionamento em um ambiente cada vez mais dividido.
A mídia natalense tem tentado diariamente apontar um “ungido” para o mandato-tampão. O nome da vez é o do secretário de Agricultura, Guilherme Saldanha, que já substituiu outros cotados. É improvável que, a essa altura, Fátima ainda não tenha discutido a escolha com seu núcleo mais próximo. Para alcançar os 13 votos necessários, será preciso um nome capaz de dialogar inclusive com a oposição. Um perfil excessivamente identificado com o embate eleitoral dificultaria justificativas nos palanques adversários. Ao mesmo tempo, o PT não quer abrir mão de sua identidade e do compromisso com o projeto de governo.
Uma análise sobre a mudança de cenário político do MDB no Rio Grande do Norte e as incertezas sobre os planos de Walter Alves. Existe uma diferença entre as expectativas ambiciosas do partido no ano passado e a realidade atual mais modesta. A decisão de não assumir o governo foi uma estratégia de Waltinho para evitar risco de ficar sem mandato. Mas, apesar do apoio nacional, o MDB potiguar reduziu significativamente suas projeções políticas que eram de ser gigante e agora parece nanico.

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