A Assembleia Legislativa do RN já analisa a proposta que define o rito da eleição indireta para escolher o governador que concluirá o mandato atual. O processo começa com a renúncia da governadora e do vice, caracterizando a dupla vacância. Em seguida, o presidente do Tribunal de Justiça assume interinamente e convoca o pleito. A eleição será realizada pelos deputados estaduais e a posse dos eleitos ocorrerá no mesmo dia do resultado.
A eleição indireta para o mandato-tampão de governador no RN começa a ganhar contornos mais claros. Dois dos três principais grupos políticos já decidiram que não lançarão candidatos próprios, preferindo negociar apoio sob determinadas condições. Nesse cenário, o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, aparece como peça central das articulações. A tendência é que o PT consiga eleger o sucessor de Fátima Bezerra, confirmando sua renúncia para disputar o Senado.
Após a decisão de PL e Federação Progressista de não lançarem candidatos próprios, o PT fechou questão em torno de Cadu Xavier para o mandato-tampão. O partido rejeitou a proposta de indicar um nome técnico e lançou um desafio direto à oposição. A aposta é manter a identidade governista na gestão interina. O cálculo político envolve também a possível permanência de Fátima no cargo até o fim do mandato.
O PL decidiu que não lançará candidato próprio para a eleição indireta do mandato-tampão no RN. A estratégia é evitar associação do partido às dificuldades financeiras do Estado nos próximos meses. A legenda avalia que o desgaste do fim de governo deve permanecer com o PT. Ainda assim, o partido discutirá possíveis apoios ou alternativas de consenso.
A “Terceira Via” no RN vive um conflito interno sobre a estratégia para o mandato-tampão. Zenaide Maia defende inviabilizar um nome governista para impedir eventual candidatura de Fátima ao Senado. Já União Brasil e PP preferem dialogar com o governo, desde que o indicado tenha perfil técnico e sem viés eleitoral. José Agripino avalia que Fátima está desgastada e teria dificuldades eleitorais, enquanto Jaime Calado discorda dessa leitura. O impasse expõe o isolamento político de Zenaide dentro do próprio agrupamento.
União Brasil e PP decidiram não indicar nome para disputar o mandato-tampão no RN após a possível renúncia da governadora. A federação avaliou dois caminhos, mas a maioria prefere que o PT conclua o governo e assuma o desgaste. O grupo teme que assumir agora implique adotar medidas impopulares em plena campanha. A estratégia é participar das articulações sem reivindicar protagonismo imediato.

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