Rafael Motta apresenta um diferencial importante na disputa pelo Senado: consegue votos nos três principais palanques. Ele aparece entre os três mais citados pelos eleitores de Cadu Xavier, Allyson Bezerra e Álvaro Dias. Essa capacidade de transitar entre diferentes eleitorados pode ser um importante trunfo eleitoral. O desafio é ampliar esse alcance sem perder identidade ou despertar desconfiança entre esses grupos.
Coronel Hélio enfrenta dificuldades para transformar sua estratégia eleitoral em crescimento nas pesquisas. O baixo desempenho no primeiro voto e a tentativa de colagem em Styvenson ainda não produziram o resultado esperado. Zenaide Maia e Rafael Motta também avançam sobre parcelas do eleitorado de direita. A principal aposta de Hélio agora será o rádio e a TV para consolidar o voto bolsonarista.
Zenaide Maia avançou significativamente na disputa pelo Senado nos últimos cinco meses. De terceira colocada e sob projeções pessimistas, passou a disputar a liderança em algumas pesquisas. Com estrutura, apoios e uma estratégia de aproximação com Allyson, a senadora ganhou força eleitoral. A vaga ainda não está garantida, mas, até agora, Zenaide tem jogado bem.
A disputa interna do MDB para deputado estadual começa a ganhar contornos mais claros no RN. Apesar das projeções de três eleitos, a tendência é que o partido conquiste duas vagas. Walter Alves e Bibiano Azevedo aparecem como os nomes mais fortes da nominata. Ivan Júnior segue competitivo, mas, por enquanto, corre atrás dos dois favoritos.
Os inquéritos envolvendo Lulinha e a família Bolsonaro seguem sob sigilo, apesar dos frequentes vazamentos atribuídos às investigações. A situação alimenta acusações, tanto à esquerda quanto à direita, de divulgação seletiva de informações. André Mendonça já determinou uma investigação para apurar a origem desses vazamentos. Em pleno período eleitoral, informações fragmentadas podem influenciar o debate político sem que a sociedade conheça o contexto completo. Se o sigilo já não consegue impedir os vazamentos, fica a pergunta: a quem ele ainda protege?
A campanha de Allyson Bezerra definiu uma estratégia clara: priorizar Natal e deixar Marcos Medeiros à frente das mobilizações em Mossoró. A missão coloca o prefeito nas ruas e transforma a eleição também em um teste de sua liderança política. Pesquisa administrativa recente já aponta uma aprovação inferior à registrada por Allyson quando deixou a Prefeitura. Após meses em que Copa do Mundo e eleições dividiram as atenções, Marcos deverá ficar mais exposto à avaliação popular. O paradoxo é evidente: se Allyson for bem, o mérito será dele; se for mal, parte da conta poderá cair no colo de Marcos.

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