A decisão de João Maia, Robinson Faria e Benes Leocádio de seguir sem Kelps Lima na nominata foi baseada na avaliação de que sua presença não mudaria o número de vagas conquistadas pelo grupo. A estratégia, porém, depende de uma premissa: que os três principais candidatos alcancem a votação projetada. Caso essa meta não seja atingida, a ausência de uma nominata mais robusta pode comprometer o desempenho coletivo.
Três pesquisas divulgadas praticamente no mesmo período apresentaram diferenças expressivas nas intenções de voto para o Governo e o Senado no Rio Grande do Norte. Entre os candidatos ao Governo, as oscilações chegam a cerca de oito pontos percentuais. Na disputa pelo Senado, as divergências são ainda maiores, alcançando até 15 pontos entre os levantamentos. A comparação dos números mostra que os institutos continuam desenhando cenários bastante distintos.
O que levou Kelps Lima a desistir da disputa pela Câmara Federal? A resposta passa por uma sequência de negociações, promessas, conflitos internos e decisões tomadas nos bastidores do União Brasil. Nesta análise, reconstruo, em oito capítulos, os principais acontecimentos desde sua chegada ao partido até o anúncio da desistência. Também apresento minha interpretação sobre os erros estratégicos cometidos por Kelps e o cálculo político feito pelos principais líderes da nominata. Uma história que ajuda a entender um dos episódios mais marcantes da pré-campanha no Rio Grande do Norte.
A nova pesquisa Consult confirma a retomada da liderança de Allyson Bezerra, que recuperou o desempenho após a queda registrada em março. Álvaro Dias oscilou negativamente e agora aparece atrás além da margem de erro, enquanto Cadu Xavier registra o maior crescimento proporcional da disputa, praticamente dobrando suas intenções de voto. Apesar da vantagem de Allyson, o cenário ainda está longe de definido. Quase um em cada quatro eleitores permanece entre os que não sabem em quem votar ou afirmam que votarão em nenhum candidato. Esse contingente pode ser decisivo para o rumo da eleição nos próximos meses.
O Partido Liberal montou uma das nominatas mais fortes para deputado estadual e a expectativa é de uma disputa interna bastante acirrada. A projeção predominante aponta para a eleição de sete deputados, embora haja quem aposte em oito vagas. Cinco nomes aparecem como favoritos, enquanto outros disputam as cadeiras restantes. Internamente, calcula-se que o piso para entrar na disputa deve superar os 35 mil votos.
Os principais grupos políticos do Rio Grande do Norte decidiram antecipar suas convenções para a primeira semana do calendário eleitoral. Entre 20 e 26 de julho, serão oficializadas as candidaturas de Allyson Bezerra, Cadu Xavier e Álvaro Dias ao Governo do Estado, além dos respectivos nomes ao Senado. Após as convenções, os partidos solicitarão o registro das candidaturas. A campanha eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto.

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