Fátima Bezerra e Ezequiel Ferreira iniciaram conversas sobre a eleição para o mandato-tampão. A governadora condiciona uma eventual renúncia à viabilidade de eleger um sucessor. Nos bastidores, surge a ideia de Ezequiel assumir o Governo antes do prazo legal e coordenar o processo. Embora não haja acordo fechado, o diálogo avançou.
O PT estadual rejeitou a possibilidade de repetir a estratégia de Zenaide Maia e disputar o Senado sem um segundo nome na chapa. O partido avalia que isso poderia fortalecer a senadora, ao atrair o segundo voto do eleitor de esquerda. Bolsonaristas adotam lógica semelhante para conter a dispersão de votos. Zenaide, por outro lado, pode deixar o segundo voto livre na disputa.
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O Partido Liberal confirmou Babá Pereira como vice na chapa liderada por Álvaro Dias, uma decisão que já vinha sendo desenhada nos bastidores. A escolha atende a uma exigência interna do PL e reduz a pressão pela migração de Álvaro do Republicanos. O movimento também barra tentativas de esvaziamento da sigla no RN e reorganiza alianças locais. Ainda assim, o anúncio discreto, feito em Brasília, causou surpresa no meio político potiguar.
O prefeito Allyson Bezerra defende a estratégia de lançar apenas um nome ao Senado, concentrando forças na reeleição de Zenaide Maia. Embora sustentada por um cálculo matemático, a proposta envolve riscos relevantes no cenário atual. Zenaide aparece atrás nas pesquisas, pode enfrentar adversários com a mesma estratégia e ainda perder votos pela ausência de uma dobradinha. O resultado pode ser o fortalecimento direto dos concorrentes.
O PT segue como o único grupo efetivamente empenhado na eleição indireta do mandato-tampão no Rio Grande do Norte. Enquanto a oposição trata o tema com distanciamento, o governo trabalha com um plano B para evitar a renúncia de Fátima Bezerra. Internamente, cresce a defesa por um nome com perfil técnico e capacidade de governar fora do embate eleitoral imediato.
A candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Estado enfrenta resistência entre lideranças que apoiavam Rogério Marinho. A transferência automática de apoios não se confirmou, mesmo com articulações feitas por assessores do senador. Prefeitos cobram diálogo direto com Álvaro antes de qualquer decisão. Nos bastidores, cresce a avaliação de que parte da base do PL não seguirá unida na disputa.

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