As conversas políticas no RN avançaram para a construção de um acordo amplo entre os partidos de oposição visando barrar a permanência do PT no governo. A proposta prevê a escolha de um nome técnico e neutro para o mandato tampão, com foco no ajuste das contas públicas. Grupos ligados a Allyson Bezerra e Álvaro Dias discutem abrir mão de candidaturas próprias. Nomes com perfil técnico já começam a ser avaliados.
O PT trabalha com um plano alternativo para as eleições indiretas, condicionado ao desempenho de Fátima Bezerra na disputa pelo Senado. Se houver risco de derrota, Fátima permanece no governo e o partido busca outro nome. Internamente, Natália Bonavides é vista como a principal alternativa para manter competitividade no Senado. Mesmo com ajustes na chapa, o PT acredita manter força para eleger deputados federais.
Álvaro Dias adota uma estratégia de marketing voltada ao eleitor de centro, buscando se afastar do rótulo bolsonarista. O objetivo é atrair eleitores de direita não radicalizados sem perder o bolsonarismo raiz. O desafio está em equilibrar discursos e gestos para públicos distintos. Neste início de pré-campanha, Álvaro escolheu Allyson Bezerra como principal adversário.
A composição das três principais nominatas para deputado federal, avaliando forças individuais e chances eleitorais. PP/União Brasil e PL devem garantir duas vagas, com disputa por uma terceira nas sobras. Já a federação PT/PV/PCdoB aparece como a mais forte, com expectativa de três eleitos. O cenário ainda depende de ajustes finais nas chapas e do desempenho dos puxadores de votos.
Mesmo com a possibilidade de a governadora não renunciar, os grupos políticos do RN já se articulam para uma eventual eleição indireta. Três blocos fazem contagem prévia de votos na Assembleia Legislativa. Allyson Bezerra tem sete votos, enquanto os grupos de Fátima Bezerra e Rogério Marinho somam oito cada. A indefinição de Ezequiel Ferreira e as regras do pleito podem ser decisivas.
O debate jurídico sobre uma possível renúncia da governadora do RN envolve a obrigação do presidente da Assembleia assumir o Governo e os efeitos eleitorais dessa substituição. A sucessão, em caso de dupla vacância, é dever constitucional e não uma escolha. A principal controvérsia está na possibilidade de inelegibilidade, mesmo em exercício provisório. O texto sustenta que o exercício pleno do cargo, ainda que temporário, produz efeitos jurídicos vedados pela legislação eleitoral.

SOBRE NETO QUEIROZ

SOBRE O BLOG