A troca de acusações entre Allyson Bezerra e Cadu Xavier e aponta um efeito colateral político: o esvaziamento da candidatura de Álvaro Dias. Desde que foi anunciado candidato da direita, Álvaro perdeu protagonismo. A comparação com a chapa de Rogério Marinho reforça a percepção de queda de patamar. No cenário polarizado que se desenha, Allyson ocupa o centro do debate enquanto Álvaro permanece à margem.
A aparente blindagem da mídia de Natal ao prefeito Paulinho Freire. Há uma defesa constante e desproporcional diante de críticas ou problemas. A mídia briga por Paulinho, quase o idolatra. Ao confrontar essa unanimidade com pesquisas de avaliação, percebe-se uma discrepância. A reflexão final é o que explica tamanha proteção midiática?
A nova pesquisa Quaest aponta redução da vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro, consolidando um cenário de polarização. O crescimento de Flávio indica maior definição do eleitor bolsonarista, enquanto Tarcísio perde espaço. Escândalos recentes podem impactar a percepção sobre Lula, apesar de indicadores econômicos. Ambos os nomes apresentam rejeição elevada, mantendo equilíbrio na disputa.
O Rio de Janeiro definiu regras para a eleição indireta após renúncias no Executivo. O prazo de 24 horas para desincompatibilização gerou debate jurídico. Há entendimento no STF de que o prazo deveria ser de 180 dias, segundo a Lei da Ficha Limpa. No RN, a regulamentação pode seguir o modelo do Rio, influenciando diretamente quem poderá disputar o cargo.
O Governo do Estado exonerou o diretor-presidente da Caern indicado por Walter Alves. A mudança ocorre após o rompimento político do vice-governador com a gestão estadual. Apesar da ruptura, ainda há secretarias e cargos ocupados por indicados de Walter. A permanência desses nomes gera desconforto e levanta debate sobre coerência política e ética administrativa.
A governadora Fátima Bezerra afirmou que nenhum partido possui votos suficientes para garantir a eleição indireta do mandato-tampão. O PT trata o tema como prioridade e intensifica articulações diretas com deputados estaduais. Enquanto a oposição avalia riscos e vantagens, cresce a análise de que retirar o PT da sucessão pode redesenhar o cenário ao Senado. Nos bastidores, o PT aparece hoje na dianteira da disputa.

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