PT e União Progressista intensificaram negociações para viabilizar um acordo político envolvendo a eleição do mandato-tampão no Rio Grande do Norte. A proposta prevê apoio do PT a Allyson Bezerra em eventual segundo turno e a liberação de votos do centro para eleger o sucessor de Fátima Bezerra. O entendimento também envolve articulações para as eleições de outubro e para a presidência da Assembleia Legislativa em 2027. Com cinco votos do centro e oito do governo, a base chegaria aos treze necessários para garantir a eleição.
O deputado estadual Galeno Torquato enfrenta um dilema político após a confirmação de uma condenação por improbidade administrativa que pode levar à perda de seus direitos políticos. Caso insista em disputar as eleições sub judice, há risco de ter os votos anulados posteriormente. Essa situação não afetaria apenas sua candidatura, mas também toda a nominata do partido. O caso de Anax Vale, em 2022, serve como exemplo do impacto que a anulação de votos pode causar no resultado eleitoral.
A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, enfrenta dificuldades para montar sua nominata de deputado federal no Rio Grande do Norte. O deputado João Maia confirmou a situação e admitiu incerteza sobre a permanência de Kelps Lima no grupo. A falta de candidatos que funcionem como “esteira” eleitoral e a dificuldade em formar candidaturas femininas agravam o cenário. Caso uma quarta nominata não se viabilize, Kelps e Benes Leocádio tendem a permanecer na federação ou buscar acordo com o PL.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, marcou para 30 de março a entrega de sua carta de renúncia à Câmara Municipal. A informação foi revelada pelo deputado federal João Maia. Antes de deixar o cargo, Allyson aguarda a entrega de duas obras importantes: o Hospital Municipal e o Complexo Viário 15 de Março. Com a renúncia, o vice-prefeito Marcos Medeiros assumirá definitivamente a Prefeitura até dezembro de 2028.
Faltando 23 dias para decidir se renuncia ao governo para disputar o Senado, Fátima Bezerra depende da eleição indireta que escolherá seu sucessor no mandato-tampão. A disputa envolve três blocos principais: PT, PL e União Brasil. O governo calcula ter oito votos certos e tenta ampliar apoio entre deputados da chamada terceira via. Sem garantia de maioria na Assembleia, a renúncia da governadora ainda é considerada incerta.
A federação União Brasil–PP enfrenta dificuldades para montar suas nominatas de deputado federal e estadual no Rio Grande do Norte. Vários nomes que antes figuravam como pré-candidatos deixaram o projeto e buscam abrigo em outras legendas. Hoje, as chapas contam basicamente com parlamentares de mandato e poucos nomes competitivos. Com o prazo de filiação se aproximando, cresce o risco de novas mudanças nas nominatas.

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