Tenho percebido, no grupo político em torno do ex-prefeito Álvaro Dias, pré-candidato ao Governo do Estado pelo PL, uma certa preocupação com a falta de evolução de sua candidatura. Se, nas pesquisas, Álvaro parece não sair do lugar, nas agendas a sensação é de falta de entusiasmo em torno do projeto.
Um exemplo disso aconteceu durante o Mossoró Cidade Junina. Enquanto Allyson Bezerra e Cadu Xavier circulavam no meio do povo, abraçando pessoas e mantendo contato direto com os eleitores, Álvaro se mostrou pouco à vontade, permanecendo em ambientes mais reservados, distante e frio no contato com a população.
Não se espera que Álvaro copie o estilo ou o comportamento de seus adversários, mas que demonstre mais entusiasmo nas agendas e mais disposição no relacionamento com o eleitor.
E, como uma coisa acaba puxando a outra, os observadores da cena política passam a questionar se essa aparente apatia não estaria relacionada aos resultados das pesquisas, que mantêm o pré-candidato praticamente estagnado há vários meses. Em alguns levantamentos, Álvaro ainda apresenta desempenho semelhante ao registrado logo após a desistência de Rogério Marinho da disputa, em janeiro.
Embora tenha avançado na estruturação da campanha e contabilize o apoio de quase uma centena de prefeitos, há quem atribua boa parte dessa conquista ao pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira.
O distanciamento de Rogério Marinho, a campanha independente de Styvenson Valentim e a desconfiança de parte do bolsonarismo mais fiel podem ajudar a explicar o ritmo lento da pré-campanha de Álvaro Dias. O fato é que muitos aliados sentem falta de um protagonismo maior por parte do pré-candidato.





