Segundo o deputado estadual Nélter Queiroz, existe uma chapa que seria imbatível nas eleições de 2026, capaz de dar à oposição uma vitória completa: “barba, cabelo e bigode”, nas palavras dele. A composição sugerida teria Alysson Bezerra como candidato a governador, Nina Souza como vice-governadora, e Styvenson Valentim e Álvaro Dias disputando o Senado. Com esse time, Nélter acredita que a oposição elegeria o governador e os dois senadores, deixando os governistas para trás.
Mas talvez Nélter esteja confundindo os termos. O que ele apresentou parece mais uma chapa ideal para uma parte da oposição — e não exatamente uma chapa “imbatível”, como ele definiu. São coisas bem diferentes.
A única real novidade na proposta é a inclusão de Nina Souza, esposa do prefeito Paulinho Freire, como candidata a vice. A estratégia de Nélter parece ter sido atrair Paulinho e, com isso, garantir o apoio do União Brasil em torno de um único palanque oposicionista.
O problema é que a proposta ignora completamente o senador Rogério Marinho e o Partido Liberal (PL). Isso, por si só, já enfraquece a ideia de união. Na prática, forçaria o PL a lançar sua própria chapa, dividindo a oposição em dois blocos distintos.
Mesmo se Rogério Marinho e o PL resolvessem apoiar a chapa sugerida por Nélter em nome de um projeto maior — como o de derrotar o PT —, ainda assim não haveria garantia de vitória total.
Alysson e Styvenson, de fato, aparecem como favoritos nas simulações para o governo e o Senado, respectivamente. Mas o nome de Álvaro Dias não é unanimidade e, nas pesquisas atuais, não venceria nem Fátima Bezerra nem Zenaide Maia.
Ou seja, a chapa pode até ser um passo em direção à união da oposição, mas está longe de ser “imbatível”. E, como diria o ditado, não basta escalar um time — é preciso combinar com os adversários. E com o eleitor.