O resultado prático das idas e vindas em torno da senadora Zenaide Maia — seja com o PL estipulando sua exclusão como condição para dialogar com Allyson Bezerra, seja com o PT tentando dar um ultimato para que ela se defina — foi o fortalecimento da aliança entre a senadora e o prefeito de Mossoró.
As últimas declarações de Zenaide, reafirmando sua parceria com Allyson, e do próprio prefeito, dizendo que “não vai largar a mão de Zenaide”, deixaram claro que a aliança está mais viva do que nunca.
Os recentes episódios que tiveram Zenaide como epicentro deixaram nítido que a união dos partidos de oposição no RN virou uma miragem. A possibilidade de termos dois palanques na oposição, antes uma tendência, hoje é uma constatação. PL, PP, União Brasil e PSD já trabalham, na prática, com a divisão dos grupos.
João Maia já disse que era improvável [a união]. Rogério Marinho já alegou que via essa possibilidade como algo muito difícil. E hoje, em entrevista à FM 94 de Natal, Allyson Bezerra afirmou que um só palanque no primeiro turno é uma hipótese cada vez mais distante.
Embora todos digam que ainda é cedo para decisões definitivas e que muita água ainda vai passar por debaixo da ponte, o discurso de unidade vai se esvaziando. Na boca das lideranças, virou apenas retórica. Todo mundo diz que está aberto ao diálogo, mas ninguém realmente acredita que algo vá prosperar.
O que se observa também é que cada um está tratando de tirar sua “carta de seguro”, para não ser responsabilizado pela divisão. Rogério já tirou seu salvo-conduto ao impor a exclusão de Zenaide como condição para dialogar com Allyson. Já Allyson deixou claro que não vai abandonar seus aliados pelo caminho.
Enfim, cada qual no seu quadrado. A oposição no RN virá com dois palanques, dois candidatos ao Governo e quatro candidatos ao Senado.
Ou seja, está acontecendo exatamente o que este blog já havia antecipado. Palavra por palavra.