Entre Fátima e Natália, qual o nome mais forte do PT para disputar o Senado em outubro?

Existe uma pergunta sendo feita em várias reuniões, nos últimos dias: qual é o nome mais forte que o PT tem para disputar o Senado em outubro? Fátima Bezerra ou Natália Bonavides?

A razão para essa pergunta surgir é a análise que os partidos vêm fazendo sobre qual seria a melhor estratégia: inviabilizar o projeto do PT de eleger o sucessor para o mandato-tampão, impedindo Fátima de renunciar e, consequentemente, tirando-a da disputa pelo Senado. Caso isso aconteça, o nome que o PT lançaria para substituí-la seria o da deputada federal Natália Bonavides.

A questão faz sentido porque envolve um cálculo político que divide opiniões. Há quem avalie que Natália teria mais facilidade para se eleger senadora do que Fátima. Outros entendem que apenas Fátima teria força suficiente para derrotar Zenaide Maia e garantir a segunda vaga.

A resposta para essa pergunta é fundamental, pois pode definir, dentro dos partidos de oposição ao governo, qual será a melhor estratégia diante da eleição para o mandato-tampão. Se, por um lado, a oposição tem força para definir se o PT vence ou não a eleição indireta, por outro, apenas o próprio PT pode decidir se essa eleição ocorrerá.

Duas coisas parecem bastante claras nesse processo, tão certas quanto dois e dois são quatro: Fátima não renunciará se não tiver a segurança de que o seu indicado vencerá a eleição para completar o mandato; e, se Fátima não renunciar, sua substituta na chapa ao Senado será Natália.

Há também quem avalie que Natália não abriria mão de uma reeleição praticamente garantida para deputada federal para correr o risco de disputar o Senado. A informação que tenho, no entanto, é de que ela aceitaria essa mudança. O PT nacional já teria dado aval para essa estratégia, inclusive com a ciência do presidente Lula.

Para aqueles que acreditam que Fátima encerraria sua carreira política ao desistir da disputa pelo Senado para permanecer no governo até dezembro, o entendimento dentro do PT é diferente. O plano seria que ela integrasse o ministério em um eventual quarto mandato de Lula.

Por tudo isso, a pergunta sobre quem é mais forte para o Senado — Natália ou Fátima — tem ganhado espaço nas reuniões que tratam do mandato-tampão. A oposição está fazendo as contas.

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