Enquanto o noticiário político retratava o evento do PL deste sábado, nos bastidores um jogo duro estava sendo travado. O senador Rogério Marinho agiu com mão de ferro para impor sua vontade e impedir que uma chapa mais forte fosse viabilizada.
Nos bastidores, ninguém entende a estratégia do senador e secretário nacional do PL, que é defensor público do aumento das vagas no Senado para a direita. No RN, Rogério vetou, por vaidade, nomes muito mais fortes para compor com Álvaro Dias (Governo) e Styvenson (Senado).
Rogério bateu forte na mesa e não aceitou o empresário Flávio Rocha, CEO da Riachuelo, na dobradinha ao Senado. Por isso, apressou o lançamento de Coronel Hélio, que aparece bem atrás nas pesquisas. O movimento também teve outro alvo: impedir que outro nome decolasse — o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, que também vinha sendo cogitado para o Senado.
Enquanto, internamente, muitos no PL avaliavam que Coronel Hélio seria um nome apenas para compor, com Flávio ou Ezequiel surgindo como opções reais para garantir ao partido duas cadeiras no Senado, o veto de Rogério aos dois nomes foi interpretado como um movimento mais voltado à sua conveniência pessoal e ao temor de perda de controle.
Com o nome de Coronel Hélio para o Senado, adversários avaliam que a disputa pela segunda vaga se torna improvável. Isso favorece, principalmente, o palanque de Allyson Bezerra (União), que passa a enfrentar um concorrente mais fraco, além de beneficiar a reeleição da senadora Zenaide Maia (PSD), vice-líder do Governo Lula no Senado.
Há quem avalie que Rogério, por algum motivo, prefira correr o risco de perder com Hélio do que tentar vencer com Flávio ou Ezequiel, já que a decisão foi sua, mesmo diante de forte pressão interna para rever a estratégia.
Mesmo tendo o cenário nacional como prioridade, a intervenção de Rogério na composição da chapa majoritária no Estado — impedindo a formação de uma aliança mais competitiva — indica que ele pode estar olhando mais para seus próprios interesses do que para os do partido.





