Nas análises de pesquisas que tenho feito nos últimos dias, uma questão tem chamado minha atenção: a disputa para o Senado. Tenho procurado observar especialmente a migração do segundo voto dos eleitores que escolhem Zenaide Maia. Como a senadora não tem um segundo nome ao Senado em sua chapa, a curiosidade é entender para onde esse voto está migrando.
Tenho informações de que a equipe de marketing de Zenaide também vem monitorando esse comportamento do eleitorado. Diferentemente da chapa da direita, que trabalha a dobradinha entre Styvenson Valentim e Coronel Hélio, e da chapa da esquerda, formada por Samanda Alves e Rafael Motta, a chamada terceira via optou por lançar apenas uma candidatura ao Senado.
Há informações de que, dentro do grupo político da senadora, a discussão sobre a composição de um segundo nome para a chapa ainda não está encerrada. Existem opiniões favoráveis à revisão da estratégia adotada, e a posição poderá mudar caso esse seja o entendimento.
Na medida em que Zenaide mantém uma candidatura isolada, ela deixa livre o segundo voto de seus eleitores, permitindo que ele migre para adversários. Enquanto isso, a dupla Samanda e Rafael começa a trabalhar uma estratégia de comunicação voltada justamente para reduzir a fuga desse segundo voto.
A questão, neste momento, não é discutir se a estratégia escolhida por Zenaide está certa ou errada, mas analisá-la sob a perspectiva dos números. E esses números podem estar indicando que parte significativa do segundo voto dos eleitores da senadora estaria migrando em sua maioria para os dois candidatos do palanque governista, justamente seus adversários diretos na disputa pela segunda vaga ao Senado.
Na ponta do lápis, existem duas estratégias com movimentos opostos. De um lado, um palanque que libera o segundo voto. Do outro, um grupo que tenta mantê-lo dentro da própria chapa. Esse monitoramento poderá levar o PSD a reavaliar sua estratégia diante de um eventual prejuízo eleitoral.
Pelo que consegui apurar, essa é uma decisão que cabe essencialmente à própria Zenaide. Tanto o pré-candidato ao Governo, Allyson Bezerra, quanto as lideranças dos partidos que integram a aliança entendem que a definição sobre um possível segundo nome ao Senado deve partir da senadora e de seu grupo político.





