Permaneço com a ideia de que a eleição para o Senado no Rio Grande do Norte promete ser ainda mais interessante do que a disputa pelo Governo do Estado. Uma corrida com cinco pré-candidatos competitivos e duas vagas em jogo tem todos os ingredientes para mexer com as emoções dos eleitores.
Styvenson, Samanda, Zenaide, Rafael e Hélio já movimentam os bastidores. Cada um entra em campo com estratégias diferentes e apostas distintas para conquistar espaço no eleitorado.
Styvenson mantém o discurso antissistema e antipolítica. Evita alianças mais amplas e procura preservar a imagem de quem não se mistura aos grupos tradicionais, apresentando-se como um defensor da decência na política.
Zenaide aposta no carisma, na ampla rede de apoios municipais e na estratégia de concentrar forças em uma única candidatura ao Senado dentro do seu grupo, sem apresentar um segundo nome para a disputa.
Samanda surge como herdeira do capital político de Fátima Bezerra e tem intensificado uma agenda de visitas e articulações nos municípios, buscando consolidar seu espaço na corrida eleitoral.
Rafael aposta na juventude e na boa imagem construída tanto na esquerda quanto em setores do centro político. Diferentemente da eleição anterior, agora conta com um grupo estruturado e forma uma dobradinha com Samanda.
Hélio, por sua vez, tenta consolidar o voto identificado com o bolsonarismo e trabalha para se tornar o segundo voto dos eleitores que apoiam Styvenson, hoje líder nas pesquisas.
Sob a ótica das dobradinhas, Rafael e Samanda parecem largar em condição favorável. Formam uma dupla que se complementa politicamente, possui boa interação e oferece ao eleitor uma combinação natural para o primeiro e o segundo voto.
Já Styvenson e Hélio não podem ser considerados exatamente uma dobradinha. Enquanto Hélio busca aproximação, Styvenson evita vinculações mais claras e rejeita a associação direta. Na prática, trata-se de uma parceria que existe mais no papel do que na realidade política.
Zenaide segue por outro caminho. Seu grupo optou por concentrar energia em uma única candidatura ao Senado. Há quem critique a liberação do segundo voto, mas a estratégia foi definida e vem sendo mantida.
As pesquisas apontam Styvenson como favorito. Ainda assim, ele já ocupou posição mais confortável. Em alguns levantamentos, registrou queda significativa nas intenções de voto, o que recomenda cautela para quem o considera eleito antecipadamente.
Faltando ainda um longo percurso até a eleição, a disputa promete ser uma das mais interessantes dos últimos anos. Estratégias distintas, candidaturas competitivas e dois assentos em jogo criam um cenário com potencial para prender a atenção do eleitor até o último momento.





