Nesse final de semana, publiquei no Instagram alguns recortes em vídeo do programa Política Sem Filtro, da Rádio Difusora, exibido na última sexta-feira. Nos vídeos, abordei todas as nominatas para deputado federal e deputado estadual e apresentei algumas projeções para as eleições de 2026.
O conteúdo alcançou cerca de 100 mil visualizações e gerou centenas de comentários. Diante da repercussão, gostaria de fazer algumas observações sobre as análises apresentadas.
Em primeiro lugar, é importante esclarecer que se tratam apenas de projeções construídas a partir das informações que possuo sobre as pré-campanhas, pesquisas eleitorais e resultados de eleições anteriores. Não são previsões definitivas, muito menos uma tentativa de impor uma interpretação única dos fatos. São, acima de tudo, opiniões fundamentadas na leitura que faço do cenário político.
Também é preciso reconhecer que nenhum analista dispõe de todas as informações sobre todos os pré-candidatos. Alguns nomes são mais conhecidos, possuem maior exposição pública ou disponibilizam mais informações sobre suas articulações políticas. Outros permanecem mais discretos. Isso significa que determinados pré-candidatos podem estar subestimados nas projeções, enquanto outros podem estar superestimados.
Faço essa ressalva para acrescentar alguns elementos à análise sobre a disputa para deputado estadual.
Em 2022, o Rio Grande do Norte contou com 19 nominatas na disputa para a Assembleia Legislativa. Dessas, apenas seis conseguiram eleger deputados estaduais, enquanto treze ficaram sem representação. Ao todo, foram contabilizados 1.865.045 votos nominais, resultando em um quociente eleitoral de 77.710 votos.
A nominata mais votada foi a do PSDB, que alcançou 588.127 votos nominais e elegeu dez deputados estaduais. Desses, sete conquistaram vaga diretamente pelo quociente partidário e três pelas sobras. A segunda nominata mais votada foi a da Federação PT/PV/PCdoB, que obteve 389.591 votos nominais e elegeu seis deputados, sendo quatro pelo quociente e dois pelas sobras.
As demais vagas ficaram distribuídas entre o PL, que elegeu três deputados; o Solidariedade e o União Brasil, que conquistaram duas cadeiras cada; e o MDB, que elegeu um parlamentar.
Para 2026, a expectativa é de uma redução significativa no número de nominatas. Essa diminuição pode chegar a cerca de 50%, o que significa menos candidatos disputando os votos disponíveis. A consequência natural desse cenário tende a ser uma maior concentração de votos nas principais chapas.
Nas projeções que apresentei, trabalhei com um quociente eleitoral próximo de 79 mil votos e uma estimativa de aproximadamente 1,9 milhão de votos nominais. Considerando esse cenário, avaliei que cinco nominatas podem concentrar a totalidade das 24 vagas da Assembleia Legislativa. Na projeção, o PL conquistaria sete cadeiras; a Federação PT/PV/PCdoB, seis; a federação União Brasil/PP, cinco; o PSDB, quatro; e o MDB, duas vagas.
Sobre os nomes que compõem cada nominata, é justamente nesse ponto que surgem as maiores divergências. E isso é absolutamente natural. O desempenho individual dos pré-candidatos depende de fatores que muitas vezes ainda estão em construção, como alianças, apoios políticos, estrutura de campanha e capacidade de mobilização.
Por isso, gostaria de reiterar que as projeções foram elaboradas com base nas informações disponíveis até o momento. Não se trata de uma verdade absoluta nem de uma tentativa de antecipar o resultado das urnas. São apenas análises pessoais, sujeitas a revisões e ajustes à medida que novos fatos e informações surgirem ao longo da pré-campanha.





