À medida que se aproxima a convenção da Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB), marcada para o dia 25 de julho, começam a se afunilar as discussões sobre as decisões que ainda precisam ser tomadas pela aliança governista.
Uma das principais definições é a escolha do vice na chapa de Cadu Xavier. O PT retardou essa decisão enquanto aguardava o desfecho das negociações com o PSDB, que discutia a possibilidade de integrar uma ampla aliança. Os sinais atuais, porém, indicam que as conversas com os tucanos não avançaram, e o partido já não pode mais adiar as alternativas disponíveis.
Sem um acordo com o PSDB, o cenário mais provável é que o vice seja escolhido entre os partidos aliados. O PV defende o nome de Luciana Soares, irmã do ex-prefeito de Assú, Gustavo Soares. O PSB apresentou a ex-deputada estadual Larissa Rosado, enquanto o PDT aposta na ex-deputada Márcia Maia. Há ainda a possibilidade de atrair o PSOL para a aliança com a oferta da vaga de vice.
Outro ponto que precisa ser resolvido é a definição dos primeiros e segundos suplentes ao Senado nas chapas de Samanda Alves e Rafael Motta. O principal impasse envolve o PDT, que insiste em indicar o ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, como primeiro suplente de Rafael Motta. A proposta enfrenta resistência de aliados, que argumentam que ainda há partidos sem espaço na composição da chapa.
A convenção também definirá a nominata de candidatos a deputado federal. Atualmente, existem dez pré-candidatos para apenas nove vagas, e a expectativa é de que o PT retire a pré-candidatura de Alexandre Lima para adequar a chapa aos limites estabelecidos pela legislação.
As informações mais recentes indicam que o PT não pretende esperar o PSDB até a véspera da convenção. A intenção da governadora Fátima Bezerra é ter uma conversa definitiva com Ezequiel Ferreira nos próximos dias para destravar as negociações e permitir o avanço das definições internas da aliança.





