O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, por unanimidade, decidiu deferir os pedidos de registro das candidaturas de Cadu de Lula e Samanda de Lula. O Ministério Público Eleitoral havia se posicionado contra a adoção desses nomes, alegando que poderiam induzir o eleitor a erro, uma vez que nenhum dos dois possui parentesco com o presidente Lula.
Antes disso, o TRE-RN já havia deferido candidaturas que enfrentavam questionamentos semelhantes. Anne Lagartixa, Cínthia de Allyson e Kaline de Dr. Bernardo tiveram seus registros aceitos pelo Tribunal.
A tese que prevaleceu no julgamento foi a de que a escolha do nome utilizado na urna faz parte da estratégia eleitoral e que esse tipo de decisão cabe aos candidatos e aos partidos.
O deferimento do nome de Cadu vinculado a Lula pode parecer, à primeira vista, uma questão simples. Mas está longe disso. Trata-se de uma questão vital para a campanha de Cadu, assim como também para a de Samanda.
Desde que os pedidos de registro de Cadu e Samanda foram apresentados à Justiça Eleitoral e os institutos de pesquisa passaram a adotar esses nomes em seus questionários, os dois subiram vários degraus nas intenções de voto apontadas pelos entrevistados.
A oficialização de “Cadu de Lula” dá ao candidato petista o direito de produzir todo o seu material de propaganda explorando diretamente essa vinculação com Lula. A estratégia também poderá ser utilizada na propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
Essa diferença pode ser vital na campanha. Basta observar a última pesquisa Quaest realizada no Estado e divulgada na segunda-feira: 40% dos eleitores disseram que gostariam de ver eleito um governador vinculado a Lula, enquanto 37% afirmaram que tendem a votar em um candidato ao Governo apoiado pelo presidente.
Enquanto o Tribunal Eleitoral analisava a possibilidade de utilização do nome “Cadu de Lula”, havia grande ansiedade nos bastidores da esquerda. Afinal, tratava-se de um diferencial considerado importante para a estratégia eleitoral.
Por isso, a decisão representou um alívio e foi recebida com comemoração. Cadu e Samanda não conquistaram apenas o direito de utilizar um nome na urna. Conquistaram o direito de transformar a vinculação com Lula em uma das principais ferramentas de suas campanhas.





