PT/PV/PCdoB caminham para eleger seis estaduais, mas um nome forte deve ficar de fora

Dentro da nominata para deputado estadual da Federação PT/PV/PCdoB, as contas que estão sendo feitas permanecem indicando a eleição de seis nomes. É o mesmo número de vagas obtidas em 2022. Nas pesquisas, essa projeção vem se confirmando.

A nominata tem três nomes que, segundo as pesquisas, estão um pouco à frente dos demais, embora seja um grupo de puxadores de votos bastante homogêneo. São eles: Kaline de Dr. Bernardo, que deve ser a mais votada da nominata, seguida por Francisco do PT e Ivanilson Oliveira.

Numa prateleira seguinte estão enfileirados, e bastante competitivos, os deputados Ubaldo Fernandes, Isolda Dantas, Eudiane Macedo e Divaneide Basílio. São sete nomes para seis vagas. Um dos citados acima deve sobrar.

Antes de falar dos nomes, vamos fazer algumas contas para entender essas seis vagas. Penso que Kaline, Francisco do PT e Ivanilson devem somar, juntos, cerca de 170 mil votos, enquanto o outro grupo, formado por Ubaldo, Eudiane, Isolda e Divaneide, deve somar algo em torno de 180 mil votos.

Minha projeção é que a soma desses sete principais nomes, mais o restante da nominata e os votos de legenda, deve levar a federação a algo em torno de 440 mil votos.

Para calcular o quociente eleitoral, levei em conta os votos válidos para deputado estadual em 2022 e acrescentei a variação de 4,12% do eleitorado para 2026. Com isso, cheguei a uma estimativa de quociente eleitoral de 81.672 votos neste ano.

Dessa forma, a nominata teria o equivalente a aproximadamente 5,4 quocientes eleitorais. A projeção, portanto, é de cinco vagas inicialmente, coma possibilidade de conquistar a sexta na distribuição das sobras. Neste cálculo, é bom considerar que se a nominata frustrar alguma expectativa, elege apenas 5.

Entre os nomes, como já afirmei no início do texto, acredito que existem três candidatos com certo favoritismo: Kaline, Francisco e Ivanilson. Outros quatro, Eudiane, Isolda, Ubaldo e Divaneide, aparecem disputando as vagas restantes.

Não vejo, no escalão que vem atrás, nenhum nome com força suficiente para brigar com esse grupo principal. Daniel Valença não aparece bem nas pesquisas, enquanto Ivan Baron não parece ter estrutura para ampliar significativamente seu universo de votos.

Penso que Divaneide tem um pouco mais de dificuldade nessa disputa porque, diferentemente de 2022, quando se elegeu praticamente sustentada por cinco cidades-polo, neste ano não conta com duas bases importantes que teve naquela eleição: São Gonçalo do Amarante e Touros.

Esclareço, ao final, que esta avaliação é uma opinião pessoal, baseada nas informações que recebo e nos números das pesquisas. Não conheço em profundidade a campanha individual que cada candidato está fazendo e, por isso, faço essa ressalva.

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