METADATA: Nova pesquisa muda o cenário: Allyson dispara, Cadu ultrapassa Álvaro e Samanda cresce

Foi divulgada mais uma rodada da pesquisa do Instituto Metadata, contratada pelo Grupo Dial/FM98. Foram entrevistados 1.536 eleitores em 63 municípios do RN, entre os dias 10 e 12 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. O registro é o RN-02543/2026 no TRE/RN.

Vamos ao resultado da pergunta estimulada sobre o voto para governador do Estado.

Allyson Bezerra – 43,0% (tinha 34,2% em agosto e 34,8% em junho)

Cadu de Lula – 20,1% (tinha 17,1% em agosto e 8,7% em junho)

Álvaro Dias – 17,5% (tinha 24,0% em agosto e 22,8% em junho)

Outros – 2,6%

Nenhum – 8,2%

Não sabe – 8,2%

Olhando esses números, eu diria que a pesquisa traz três movimentos muito fortes: disparada de Allyson, consolidação do crescimento de Cadu e desidratação de Álvaro.

Allyson é o grande vencedor da rodada. Ele estava praticamente estável entre junho (34,8%) e agosto (34,2%), mas agora salta para 43%, um crescimento de 8,8 pontos em relação a agosto. É um avanço enorme para uma única rodada. Não há uma explicação clara que justifique o tamanho desse salto.

Cadu apresenta a trajetória mais consistente. Talvez esse seja, politicamente, o dado mais interessante da série. Ele tinha apenas 8,7% em junho, foi a 17,1% em agosto e agora chega a 20,1%. Em três meses, cresceu 11,4 pontos e mais que dobrou sua intenção de voto.

Álvaro é, claramente, o grande derrotado desta rodada. Ele havia crescido de 22,8% para 24,0% entre junho e agosto. Agora cai para 17,5%, uma perda de 6,5 pontos em relação a agosto. E há um agravante: enquanto Álvaro perde 6,5 pontos, Cadu ganha 3. Isso produz uma inversão. Álvaro estava 6,9 pontos à frente de Cadu em agosto; agora está 2,6 pontos atrás. É uma virada de 9,5 pontos na distância entre os dois em apenas uma rodada.

Pela fotografia desta pesquisa, a eleição passa a apresentar duas disputas diferentes: a primeira é de Allyson contra a possibilidade de segundo turno; a segunda é entre Cadu e Álvaro pela sobrevivência e por uma eventual vaga nesse segundo turno.

DISPUTA PARA O SENADO

Vamos agora aos números para o Senado, considerando a soma do voto 1 com o voto 2, na base de 100% do eleitorado.

Styvenson Valentim – 18,4% (tinha 19,6% em agosto e 20,0% em junho)

Zenaide Maia – 14,4% (tinha 13,6% em agosto e 12,2% em junho)

Samanda de Lula – 11,0% (tinha 8,7% em agosto e 3,9% em junho)

Rafael Motta – 9,6% (tinha 10,3% em agosto e 9,3% em junho)

Coronel Hélio – 6,5% (tinha 7,0% em agosto e 5,9% em junho)

Tércio Tinôco – 2,2%

Sandro Pimentel – 1,8%

Outros – 4,2%

Nenhum – 10,8%

Não sabe – 15,1%

Styvenson continua líder, mas sua trajetória merece atenção. Ele passa de 20,0% em junho para 19,6% em agosto e agora chega a 18,4%. São 1,6 ponto a menos desde junho. Não é um desabamento, mas são três medições formando uma linha descendente. Ao mesmo tempo, continua com uma vantagem relevante e, sobretudo, permanece dentro das duas vagas.

Zenaide faz exatamente o movimento contrário. Sai de 12,2% para 13,6% e chega a 14,4%. Cresceu nas duas rodadas e acumula 2,2 pontos de avanço desde junho. Mais importante: reduziu a distância para Styvenson de 7,8 para apenas 4 pontos. A senadora aparece cada vez mais consolidada no grupo da frente.

Mas o dado que mais chama minha atenção é Samanda. A evolução é muito forte: foi de 3,9% em junho para 11,0% agora em setembro. Ela praticamente triplicou seu percentual. É, de longe, a maior evolução proporcional e absoluta entre esses cinco candidatos. Em junho, estava 8,3 pontos atrás de Zenaide. Agora, a distância é de apenas 3,4 pontos.

E há outro movimento importante: Samanda ultrapassa Rafael Motta. Em junho, Rafael tinha 9,3% contra 3,9% dela, uma diferença de 5,4 pontos. Agora, Samanda aparece com 11,0% contra 9,6%. Ou seja, houve uma inversão de 6,8 pontos na distância entre os dois.

Eu enxergaria os números assim: Styvenson (18,4%) e Zenaide (14,4%) ocupam atualmente as duas vagas; Samanda (11,0%) é quem mais ameaça romper essa dupla; Rafael (9,6%) ainda está completamente no jogo; e Coronel Hélio (6,5%) precisa produzir um movimento de crescimento para se aproximar do primeiro pelotão.

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