Na disputa para deputado federal na nominata da Federação PT/PV/PCdoB, a reta final da campanha chega cercada por uma grande incerteza.
O leitor pode estar pensando que a dúvida é sobre quem serão os eleitos. Eu diria que não. A maior incerteza, neste momento, é saber quantos deputados federais a nominata conseguirá eleger: dois ou três.
O cenário de três vagas continua provável, mas existe um risco concreto de a Federação terminar com apenas duas cadeiras.
Vou explicar.
Natália Bonavides é a principal puxadora de votos da nominata e aparece muito competitiva nas pesquisas. O detalhe é que, até aqui, Natália não parece repetir uma campanha com a mesma distância para os demais nomes que apresentou em 2022. Ela deve ter uma grande votação, mas tem oscilado nos levantamentos. Por isso, seu desempenho nas urnas será um dos fatores decisivos para o resultado final da nominata.
Thabatta Pimenta também aparece nas pesquisas em posição competitiva. Neste último mês de campanha, porém, minha impressão é de que ela perdeu um pouco do tamanho que demonstrava anteriormente. Continua muito competitiva, mas precisa de um impulso nesta reta final, principalmente conseguindo mobilizar ainda mais sua militância e transformar sua forte presença nas redes sociais em votos.
Dr. Bernardo também chega muito competitivo e aparece entre os principais nomes da Federação nas pesquisas. Pelo desempenho apresentado até aqui, está diretamente na disputa pelas primeiras posições da nominata.
Mineiro e Odon Júnior formam um bloco que aparece logo atrás. Nenhum dos dois está fora do jogo e ambos ainda podem surpreender. Odon tem sua força bastante concentrada em determinada região do Estado, enquanto Mineiro enfrenta o desafio de ampliar seu desempenho nesta campanha e mobilizar uma parcela maior do eleitorado petista.
A questão central é que, para conquistar três cadeiras, a Federação precisará de um desempenho coletivo muito forte. É necessário ultrapassar a barreira dos 600 mil votos. Não basta apenas eleger bem seus principais candidatos. A soma dos votos de toda a nominata será determinante para saber se o grupo terminará com duas ou três vagas.
Minha leitura, neste momento, é de que a Federação continua com alguma vantagem na disputa pelas três cadeiras, mas não tem margem confortável para uma quebra de expectativa entre seus nomes mais fortes. Se um deles tiver um desempenho significativamente abaixo do esperado, a nominata pode terminar elegendo apenas dois deputados.
No meu palpite pessoal, a Federação consegue manter-se na disputa pelas três vagas, com Natália, Dr. Bernardo e Thabatta formando atualmente o trio mais competitivo dentro da nominata.
Mas a distância entre três cadeiras e apenas duas não é grande, será definida justamente no desempenho dessa reta final.





