Seguindo minha ideia de compartilhar, na véspera da eleição, com os leitores do blog as minhas impressões sobre o resultado da disputa, vamos falar um pouco sobre o Senado.
A informação mais consistente que tenho vem da leitura de seis meses das linhas e curvas das dezenas de pesquisas realizadas pelos diversos institutos e também das vozes que escuto nas ruas.
Styvenson Valentim e Zenaide Maia ocuparam, durante esses seis meses, os dois primeiros lugares. Styvenson liderou quase todas as pesquisas. Zenaide apareceu sempre na segunda colocação.
Reconheço que Rafael Motta e Samanda Alves se mostram bastante competitivos e ainda podem causar alguma surpresa. Digo isso principalmente por causa do alto número de indecisos.
Não se trata meramente de pegar 1 milhão de votos de eleitores indecisos e distribuí-los proporcionalmente entre todos os candidatos. Há outras variáveis em jogo. Por isso mesmo, considero imprudente cravar que Styvenson e Zenaide estão reeleitos.
Uma coisa diferente, porém, é dizer que os dois aparecem em posição de vantagem nas pesquisas. Durante todo o período da campanha, houve um processo gradual de definição dos eleitores. O número de indecisos foi sendo reduzido e, mesmo assim, as posições entre os candidatos não sofreram alterações significativas.
À medida que os indecisos foram se definindo, a ordem das intenções de voto permaneceu praticamente a mesma. Styvenson e Zenaide continuaram ocupando as duas primeiras posições.
Por tudo isso, minha impressão é que Styvenson Valentim e Zenaide Maia chegam à véspera da eleição não apenas nas duas primeiras colocações das pesquisas, mas com um quadro real de possibilidade de reeleição. Rafael Motta e Samanda Alves seguem competitivos, e o número de indecisos ainda deixa espaço para se pensar em algum movimento inesperado do eleitor. Mas, é uma chance menor para eles.





