Acompanhando as diversas análises pós-eleitorais sobre o desempenho dos candidatos, sobre quem cresceu e quem perdeu força, me deparei algumas vezes com avaliações sobre Larissa Rosado, eleita vice-governadora na chapa de Cadu Xavier.
De modo geral, essas análises apontam Larissa como uma fortíssima candidata à Prefeitura de Mossoró em 2028, sustentam que ela é uma liderança política de grande popularidade na cidade e afirmam que saiu das urnas muito maior do que entrou.
Concordo plenamente com a última afirmação. Mas discordo das anteriores.
Primeiro, vamos aos fatos. Larissa realmente saiu das urnas muito maior do que entrou. Seu papel na eleição foi ser o braço da campanha em Mossoró e na região Oeste. E cumpriu essa missão com muito êxito. Foi uma candidata vibrante, que percorreu as ruas de Mossoró, entrou nas casas, comandou caminhadas, mutirões e carreatas, mantendo uma agenda intensa de compromissos diariamente.
Larissa foi incansável. Muita gente atribui o desempenho de Cadu em Mossoró ao fato de ele ser o candidato de Lula. Isso também teve seu peso. Mas Larissa foi uma peça importante nesse resultado. Vi nas ruas uma candidata que deu tudo de si.
Agora, sobre a projeção de que Larissa saiu das urnas como uma fortíssima candidata à Prefeitura em 2028, sustentada por uma grande popularidade, entendo que ainda há muita coisa pela frente. Uma coisa não significa necessariamente a outra.
O grupo político de Larissa experimentou, nos últimos anos, uma redução acentuada de espaços em Mossoró. Atualmente, não conta sequer com um vereador na Câmara Municipal. A eleição deste ano deu novo fôlego ao grupo, mas ainda é preciso avaliar com cautela o que esse resultado representa em termos de força eleitoral para o futuro.
Não estou dizendo que Larissa não possa se tornar uma concorrente forte à Prefeitura daqui a dois anos. Estou dizendo que isso não é automático. Muita coisa ainda precisa acontecer.
Uma boa gestão de Cadu e Larissa no Estado, o desempenho de Marcos Medeiros no comando da Prefeitura, a habilidade política de Cabo Deyvison daqui para a frente, o surgimento de novas forças, como o vereador Petras Vinícius, por exemplo. Enfim, são muitas as variáveis que poderão definir o cenário eleitoral de 2028.
Mas, como esta análise é sobre Larissa, concluo com a seguinte avaliação: ela sai das urnas politicamente fortalecida, mas não necessariamente como uma candidata forte à Prefeitura de Mossoró em 2028. Pode, sim, se tornar um nome competitivo, mas, por enquanto, é mais uma entre as possibilidades que estarão em discussão nos próximos dois anos.





