2030: Paulinho Freire pode entrar no caminho de Styvenson e mudar os planos da direita no RN

Vamos conversar um pouco sobre 2030.

Penso que o Rio Grande do Norte é um dos poucos estados do Brasil que saíram das eleições de 2026 com duas chapas praticamente prontas para 2030.

Dez em cada dez analistas políticos potiguares enxergam as dobradinhas Styvenson Valentim/Rogério Marinho e Cadu de Lula/Fátima Bezerra para 2030. Em cada chapa, um candidato ao Governo do Estado e o outro ao Senado. Disputa desenhada.

Mas quero trazer um elemento novo para essa projeção de 2030: Paulinho Freire, prefeito de Natal pelo União Brasil. Se alguém imagina que Paulinho não tem planos para 2030, está muito enganado.

Ele tem um projeto político que passou pela eleição para prefeito em 2024, e passa pela reeleição em 2028 e por uma possível disputa pelo Governo do Estado em 2030. Vale lembrar que, se Paulinho for reeleito prefeito em 2028 e não disputar nenhum cargo em 2030, ficará sem mandato após a conclusão de seu segundo mandato à frente da Prefeitura de Natal.

E, dentro de um cenário envolvendo a direita potiguar, no qual a vaga para a disputa ao Senado já estaria reservada a Rogério Marinho, restaria uma disputa interna entre Styvenson e Paulinho para definir qual dos dois seria o candidato a governador contra Cadu.

Nesse contexto, não se pode descartar a hipótese de a direita se dividir em dois palanques.

Styvenson não faz segredo de que, após conquistar a reeleição para o Senado, seu próximo plano é disputar o Governo do Estado daqui a quatro anos. Não foi por outra razão que escolheu sua irmã como primeira suplente, vislumbrando a possibilidade de assumir o governo e manter o controle político da vaga no Senado.

O detalhe é que Paulinho e Styvenson são parceiros políticos. Junto com Rogério Marinho, formam uma aliança de três importantes lideranças da direita potiguar. Até agora, porém, nunca tiveram projetos políticos conflitantes entre si. A partir de agora, a conversa pode ser outra.

Um terá que convencer o outro sobre viabilidade eleitoral, conjuntura política e perspectivas de vitória. Se houver um racha, os dois poderão acabar facilitando a vida de Cadu.

E, para concluir, há um fator determinante nessa projeção: o desempenho de Cadu nos próximos quatro anos.

Se o governador fizer uma administração exitosa, com grande aprovação popular, a história muda completamente. Nesse caso, em vez de uma disputa para definir quem será o candidato da oposição, pode ser que nenhum dos dois tenha interesse em enfrentar Cadu nas urnas.

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