Como é de praxe, passada a eleição para o Governo do Estado, a pauta jornalística se volta para a formação do secretariado.
Cadu Xavier já deu sinais sobre o tema. Informou que espera receber, até o início de dezembro, os dados completos da equipe de transição e que, a partir daí, começará a tratar da composição do secretariado. A previsão de Cadu é que toda a equipe seja anunciada antes do Natal, dando aos futuros secretários um pequeno prazo para se prepararem para a posse.
Uma das questões-chave na formação da equipe de Cadu tem nome: Raimundo Alves, o todo-poderoso secretário do Gabinete Civil que atravessou as duas gestões de Fátima Bezerra. Vale lembrar que Raimundo também foi o coordenador da campanha petista no RN em 2026.
Não se trata de discutir se Raimundo tem ou não competência, mas da simbologia de sua presença na futura equipe.
Cadu tem afirmado reiteradamente que Fátima teve seu modelo de governar e que ele tem seu próprio DNA. Manter Raimundo no primeiro time pode gerar a percepção de que haverá uma mistura de DNAs.
Vários nomes já são apontados como certos no primeiro escalão de Cadu: Daniel Cabral (Comunicação), Luciana Daltro (Controladoria), coronel Araújo (Segurança), professora Socorro Batista (Educação), Álvaro Luiz (Fazenda) e Guilherme Saldanha (Agricultura).
Há também os inevitáveis arranjos políticos. Fernando Mineiro e Odon Júnior, que não conseguiram se eleger, devem ser incluídos na equipe. O deputado Ubaldo Fernandes deve ser uma indicação do PV. Já a vice-governadora Larissa Rosado deve trabalhar pela permanência de Lairinho Rosado na Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
O PDT deve indicar Rafael Motta para um posto no primeiro escalão. O PSDB deve reforçar a sustentação de Guilherme Saldanha na Agricultura. Também é possível que a bancada estadual do União Brasil e do PP conquiste uma pasta, caso passe a integrar a base de sustentação do governo na Assembleia Legislativa.
Certamente, o futuro governador já tem em mente boa parte do seu time, tanto os nomes que considera indispensáveis e cujas posições não pretende negociar quanto os aliados que deverão ser contemplados.
A formação do secretariado será um dos primeiros sinais, ainda antes da posse, do que podemos esperar do futuro governo.




