Já estamos próximos de completar um mês do prazo em que a oposição previu que a quebradeira do Estado estaria configurada — motivo, inclusive, apresentado por Walter Alves para não assumir o Governo — e, até agora, o caos anunciado não se concretizou.
O fato é que, a partir do momento em que Walter Alves acionou o botão de alerta sobre uma possível quebradeira do Estado, vários acontecimentos se sucederam: Fátima Bezerra acabou não renunciando, a folha salarial permanece em dia e o RN continua convivendo com seus problemas estruturais, mas longe do quadro apocalíptico que foi alardeado.
Estou tratando desse assunto porque assisti, ontem, a uma entrevista do pré-candidato ao Governo pelo PT, Cadu Xavier, na qual ele fez essa explanação de que não há caos algum à vista.
Compartilho do mesmo raciocínio de Cadu. Não há nenhuma terra arrasada. Isso não significa que a situação financeira não tenha problemas: há déficit orçamentário documentado, há fornecedores em atraso, mas não é uma situação nem mais nem menos grave do que em gestões anteriores — pelo menos nas últimas cinco décadas.
É perceptível que o discurso de terra arrasada perdeu força. Já não está na ponta da língua como esteve à época em que Walter Alves surpreendeu o Estado ao anunciar que não assumiria o Governo.
A ideia que se tinha era de que, no final de março, no momento em que Walter assumisse, haveria uma bomba armada pronta para explodir. Naquele período, o próprio Cadu Xavier reagiu dizendo que poderiam entregar a bomba em suas mãos, pois não teria medo de enfrentá-la.
Ainda se escutam muitas críticas ao Governo e às suas deficiências — críticas justas —, mas já não é comum ouvir vozes afirmando que vivemos em um cenário de terra arrasada. Os profetas do caos parecem estar sumindo aos poucos. A bomba não explodiu. E Walter Alves não é governador.





