Uma das grandes perguntas levantadas pela opinião pública nas últimas semanas era qual teria sido o impacto da operação da Polícia Federal na pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado. A curiosidade girava em torno de medir o tamanho dessa possível queda.
As duas pesquisas divulgadas hoje no RN trouxeram mais clareza sobre esse cenário. Antes delas, o deputado João Maia já havia afirmado que o impacto teria sido “insignificante” — termo utilizado por ele.
A pesquisa Consult mostrou que Allyson perdeu a liderança na preferência do eleitorado. Ele aparece com 29,2% das intenções de voto, contra 31,2% de Álvaro Dias. Observando apenas os números de Allyson, vale lembrar que, na última pesquisa Consult, realizada em dezembro de 2025, ele tinha 30,5%. Ou seja, houve uma queda de 1,3 ponto percentual.
Na pesquisa Seta, ao comparar os dados atuais com os de dezembro de 2025, Allyson aparece com 37,3%, ante 39,6% anteriormente — uma redução de 2,3 pontos.
Analisando com rigor os dados das duas pesquisas, percebe-se que as variações registradas entre dezembro e março estão dentro da margem de erro, ou seja, não representam uma mudança estatisticamente significativa. Pode-se afirmar que foram quedas mínimas — ou, como disse João Maia, “insignificantes”.
Por outro lado, se não houve um prejuízo relevante, o que deve acender um alerta é a ausência de crescimento ao longo desses três meses. A estagnação, acompanhada de uma leve tendência de queda, é um fator que não pode ser ignorado.
É evidente que novas pesquisas serão necessárias para avaliar a evolução desse cenário e entender o comportamento das curvas ao longo do tempo. Por ora, se Allyson não tem motivos para desespero, também não há muito o que comemorar.





