Nem tudo são flores na direita potiguar. O ex-prefeito Álvaro Dias enfrenta grandes dificuldades para consolidar sua candidatura ao Governo do Estado junto às lideranças que antes estavam alinhadas com Rogério Marinho.
Enquanto o senador trabalhava com a projeção de chegar à campanha eleitoral com algo entre 70 e 80 prefeitos em seu palanque, a realidade atual de Álvaro é bem diferente. Até agora, ele não conseguiu reunir sequer um terço desse contingente, mesmo após ter sido anunciado como substituto de Rogério na disputa pelo Governo.
Nem mesmo o gesto de Rogério Marinho, ao enviar seus principais assessores para conversar com prefeitos e lideranças municipais na tentativa de promover uma transferência automática de apoios, tem surtido efeito. O principal obstáculo é que os prefeitos têm deixado claro que esse apoio não ocorre com o “botão do automático” ligado.
Há, pelo menos, três justificativas recorrentes para a resistência. Alguns afirmam que tinham compromisso político com Rogério, mas nada acertado com Álvaro. Outros apontam dificuldades pessoais e políticas em apoiar o ex-prefeito. Há ainda aqueles que dizem não se tratar de rejeição individual, mas de resistência dos grupos políticos locais que lideram.
Em resumo, quase sem exceção, antigos apoiadores de Rogério alegam que, antes de qualquer definição, precisam conversar pessoalmente com Álvaro Dias. Um novo acerto político precisa ser feito, e eles não aceitam tratar do assunto por meio de intermediários.
Rogério Marinho tinha certa consciência de que esse movimento ocorreria e, para conter a debandada, escalou uma equipe de assessores para conduzir as conversas. A avaliação interna, no entanto, é de que essa estratégia foi um erro, já que todos querem um diálogo direto com Álvaro. Nos bastidores, já se dá como certo que uma parcela significativa dos prefeitos que antes estavam ligados ao projeto do PL não deverá acompanhar Álvaro Dias na disputa.





