Dando continuidade à análise da pesquisa Exatus, vamos agora observar os números da corrida para o Senado no Rio Grande do Norte. O instituto entrevistou 1.518 eleitores entre os dias 14 e 17 de abril, em todas as regiões do estado. A margem de erro é de 2,51 pontos percentuais, com registro na Justiça Eleitoral sob o número RN-08384/2026.
Confira os números para o Senado na pergunta estimulada (soma do 1º e 2º votos):
Styvenson Valentim (Podemos): 48,6%
Zenaide Maia (PSD): 33,8%
Rafael Motta (PDT): 18,7%
Coronel Hélio (PL): 15,3%
Samanda Alves (PT): 12,6%
Sandro Pimentel (PSOL): 3,2%
Jean Paul Prates (PDT): 1,9%
Rosália Fernandes (PSTU): 1,9%
Luciana Lima (PSTU): 0,6%
Nenhum: 36,4%
Não sabe: 27,1%
ANÁLISE DOS NÚMEROS
A leitura dos dados considera a soma do primeiro e do segundo votos, um critério útil para dimensionar o potencial eleitoral em disputas com duas escolhas por eleitor. Ainda assim, é importante destacar que análises mais aprofundadas também exigem observar separadamente esses dois indicadores.
Não é possível comparar diretamente com a pesquisa de novembro do ano passado, já que os cenários são distintos e os nomes apresentados não são os mesmos.
Styvenson Valentim confirma seu favoritismo. Ele mantém, de forma consistente, uma pontuação próxima aos 50%, desempenho superior ao registrado em 2018, quando foi eleito com cerca de 47% dos votos. Trata-se de um patamar que sugere um eleitorado consolidado, o que torna sua liderança difícil de ser revertida neste momento.
Outro movimento relevante é o crescimento gradual de Coronel Hélio. Ainda não está claro se esse avanço ocorre pela migração de votos associados a Styvenson ou se representa a reorganização do eleitorado alinhado ao campo bolsonarista, especialmente após a consolidação de seu nome na disputa.
No campo da esquerda, Rafael Motta chama atenção ao aparecer com 18,7%, à frente de Samanda Alves, que tem 12,6%. O desempenho de Rafael dialoga com sua votação em 2022, quando alcançou cerca de 22,7%, indicando um recall eleitoral ainda presente. Já o percentual de Samanda, considerando o pouco tempo desde o anúncio de sua candidatura, não pode ser considerado baixo.
A situação de Zenaide Maia também merece atenção. Embora mantenha uma segunda colocação consistente, há sinais de dispersão no campo que poderia, em tese, fortalecê-la. A soma das intenções de voto de Rafael Motta e Samanda Alves alcança mais de 30%, indicando que a transferência de votos da base ligada à governadora não está sendo mais atraída por Zenaide como ocorreu nas primeiras pesquisas pós desistência de Fátima.
Por fim, chama atenção a ausência, nesta pesquisa, dos nomes de Carlos Eduardo Alves e Flávio Rocha, ambos citados como possíveis candidatos. Resta observar se os próximos levantamentos irão incorporá-los ao cenário, oferecendo uma leitura mais completa da disputa.





