Apenas três nominatas, 27 nomes e oito vagas: o novo desenho da eleição de deputado federal no RN

Concordei plenamente quando o ex-deputado Kelps Lima fez a leitura da eleição de deputado federal no Rio Grande do Norte em 2026 ao afirmar que havia espaço real para apenas três ou quatro nominatas na disputa pelas oito vagas.

Três delas já estavam formadas: a federação PT–PCdoB–PV, o PL e a federação União Brasil–PP. Ao longo de todo o ano, Kelps trabalhou para viabilizar a formação de uma quarta nominata, principalmente a partir do MDB. No entanto, não conseguiu. O cenário se consolidou com apenas as três nominatas citadas.

Serão, portanto, três nominatas com condições de disputa, com seus pré-candidatos praticamente definidos. Ao todo, 27 nomes disputando 8 vagas. Cada nominata com nove nomes, no mínimo três mulheres. Vamos a elas.

NOMINATA PP / UNIÃO BRASIL
João Maia
Robinson Faria
Benes Leocádio
Kelps Lima
Rafael Mota
Vanessa Lopes
Kátia Pires
Matheus Faustino
Leila Maia

NOMINATA DO PL
Nina Souza
Carla Dickson
Ludmilla Carvalho
General Girão
Sargento Gonçalves
Juninho do Saia Rodada
Daniel Marinho
Pedro Filho

NOMINATA PT / PV / PCdoB
Natália Bonavides
Marleide Cunha
Samanda Alves
Thabata Pimenta
Fernando Mineiro
Doutor Bernardo
Odon Júnior
Brisa Bracchi
Milklei Leite

Em 2022, a eleição para deputado federal no Rio Grande do Norte resultou na escolha de quatro deputados do PL, dois do PT e dois do União Brasil.

Naquele pleito, foram registradas nada menos que 20 nominatas. Algumas delas, inclusive consideradas fortes — como MDB (173 mil votos), Solidariedade (165 mil votos), PP (145 mil votos) e PSB (100 mil votos) — não conseguiram eleger nenhum parlamentar.

Levando em conta apenas as três nominatas que conseguiram eleger representantes em 2022, as demais somaram cerca de 720 mil votos naquela eleição.

E o que isso significa?

Com a redução drástica do número de nominatas, há uma grande quantidade de votos “boiando”, à procura de um destino. Mais do que isso, a tendência é que os candidatos dessas três chapas apresentem um acréscimo substancial em suas votações, justamente pela diminuição das opções disponíveis ao eleitor. A lógica aponta para a eleição de deputados com votações bem superiores às do último pleito.

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