O Governo do Estado conseguiu, nesta semana, se contrapor ao discurso que vinha ganhando força de que as finanças estaduais estariam em completo caos. Os últimos números divulgados ajudaram a segurar a onda. Embora ainda a oposição use o tema das dificuldades financeiras, os dados trouxeram mais comedimento às previsões apocalípticas que circulavam.
Dois números foram fundamentais para esse freio. O primeiro foi a redução do impacto da folha de pagamento sobre a Receita Corrente Líquida do Estado. O índice caiu de 64% em 2019 para 56% em 2025. Ou seja, diferentemente das previsões de que a folha de pessoal teria engolido o orçamento, os números apontam para o movimento inverso.
Outro dado divulgado pelo Governo e que causou impacto foi o da dívida pública do Rio Grande do Norte, que hoje representa 19% da Receita Corrente Líquida. Em 2018, quando a governadora Fátima Bezerra assumiu, esse percentual era de 36%.
É evidente que os números apresentados não irão silenciar a oposição, que deve continuar insistindo na narrativa da crise financeira. No entanto, segundo fontes governistas, agora há argumentos mais consistentes para fazer o contraponto.
Os governistas, inclusive, passaram a usar os dados para direcionar críticas ao vice-governador Walter Alves, que, em um primeiro momento, sinalizou que não assumiria o Estado em razão do suposto caos financeiro. Com os números divulgados, integrantes da base governista ironizam a postura e passaram a atribuir a Walter adjetivos como medroso e covarde.





