Oposição tenta se unir por um objetivo: tirar Fátima Bezerra do páreo

Nos bastidores da eleição indireta para a escolha do mandato-tampão no RN, um detalhe está unindo os dois palanques de oposição: a possibilidade de tirar Fátima Bezerra do páreo. Isso interessa, e muito, aos dois lados.

Enquanto Fátima e seus aliados trabalham arduamente para conquistar os treze votos necessários e garantir que o PT continue governando o Estado até 31 de dezembro, os adversários enxergam na disputa a chance de afastar a governadora do cenário eleitoral.

Existe apenas um obstáculo concreto que impede, neste momento, a construção de um acordão entre PL, União Brasil, PP, MDB e PSD: os interesses dos deputados estaduais podem não coincidir com os interesses estratégicos de seus partidos.

Enquanto a cúpula partidária pode pensar de forma calculada em impedir Fátima de disputar o Senado — abrindo espaço para uma vaga menos competitiva —, os verdadeiros eleitores desse pleito estão menos preocupados com estratégias macro e mais atentos às próprias eleições.

São poucos os deputados dispostos a votar exclusivamente em nome do interesse partidário. A maioria está focada na reeleição e em como essa votação indireta pode ajudá-los a alcançar seus objetivos eleitorais.

A grande questão é até que ponto o PT pode corresponder às expectativas desses parlamentares. Há, na Assembleia, um clima de pessimismo quanto às chances de vitória do partido na eleição de outubro. A falta de perspectiva de poder, neste momento, é o principal entrave para que o governismo consiga fechar acordos consistentes.

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